A Europa está a tornar-se um centro cada vez importante para a produção e distribuição de narcóticos em todo o mundo, principalmente cocaína, segundo alertaram esta sexta-feira diversas agências da União Europeia. O mercado de metanfetaminas na Europa também é uma “ameaça crescente”, já que a produção, juntamente com o fornecimento de e para outros centros de produção, expandiu-se consideravelmente, segundo o relatório conjuto da Europol e da agência de dragas EMCDDA.
A cocaína é a droga mais consumida na UE depois da cannabis, com milhões de utilizadores e uma valor de mercado estimado em cerca de 10,5 mil milhões de euros em 2020, segundo o relatório. “Está a ocorrer dentro da Europa mais produção, indicando mudanças no papel da região no comércio internacional de cocaína”, apontou o relatório, que também identificou o Velho Continente como “um importante ponto de distribuição de drogas originárias de outros lugares”.
As agências da UE apontaram que a maior produção na América do Sul, bem como a crescente importância da Europa como “destino e zona de trânsito da cocaína para o Médio Oriente e Ásia”, estão a potenciar o problema da cocaína na Europa – mais de 214 tonealdas de cocaína foram apreendidas em países europeus em 2020, com Bélgica, Holanda e Espanha a representar cerca de 75% desta quantidade recorde.
Entre 2010 e 2020, o número de apreensões de metanfetaminas na UE mais do que duplicou, saltando de 3.000 para 6.200, enquanto as quantidades apreendidas aumentaram 477% para 2,2 toneladas em 2020. “Tanto para a cocaína quanto para a metanfetamina, há evidências de que grupos criminosos latino-americanos e europeus estão em parceria na produção, tráfico e distribuição”, frisou.
De acordo com Catherine De Bolle, diretora executiva da Europol, as drogas ilegais “dominam o crime organizado e grave na UE, e quase 40% das redes criminosas que operam a nível internacional reportadas à Europol estão ativas no tráfico de drogas”.













