Volodymyr Zelensky garantiu, esta sexta-feira, que ainda há margem para um acordo de paz com a Rússia. “Nem todas as pontes estão destruídas ainda”, explicou o presidente da Ucrânia, durante uma intervenção por videoconferência na Chatham House, com sede em Londres, anteriormente conhecida como Royal Institute of International Affairs, mas impôs uma condição: que a Rússia retires as suas forças para as suas posições pré-invasão. “Um regresso à situação a 23 de fevereiro”, apontou.
Questionado sobre qual seria o requisito mínimo para aceitar um acordo de paz, Zelensky disse, por outras palavras, que das negociações teria de sair a garantia russa de reconhecer a integridade territorial da Ucrânia. “Fui eleito pelo povo ucraniano como presidente da Ucrânia, não como presidente da mini-Ucrânia”, respondeu Zelensky.
A possibilidade de Mariupol cair em breve para o controlo total das forças russas, Zelenksy garantiu que a cidade “nunca cairá”. “Não estou a falar de heroísmo. Não há nada lá que possa desmoronar, já está devastada”, frisou, garantindo que fará todos os esforços para responsabilizar o Kremlin pelos crimes de guerra em solo ucraniano. “A Rússia acredita que a sua responsabilidade pode ser adiada por décadas. Eles não acham que serão responsáveis pelos crimes de guerra porque eles têm o poder do estado nuclear e da chantagem nuclear.”













