As imagens da guerra: veja algumas das fotografias mais poderosas tiradas nas primeiras semanas da invasão da Rússia à Ucrânia

Apesar dos perigos, jornalistas e repórter-fotográficos têm sido os olhos do mundo em território polaco, utilizando as suas palavras e as fotografias para capturar o conflito, a sua violência e o efeito que a guerra tem tido nos civis

Francisco Laranjeira

Desde que a Rússia lançou uma invasão militar em larga escala na Ucrânia, a 24 de fevereiro, milhares de civis morreram e milhões de ucranianos foram forçados a fugir de seu país de origem. A invasão ordenada por Vladimir Putin tornou-se o maior conflito militar na Europa desde a II Guerra Mundial e tem tido repercussões extensas na economia globalizada.

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Apesar dos perigos, jornalistas e repórter-fotográficos têm sido os olhos do mundo em território ucraniano, utilizando as suas palavras e as fotografias para capturar o conflito, a sua violência e o efeito que a guerra tem tido nos civis. Os seus papéis são mais importantes do que nunca – registar a dura realidade e tentar denunciá-la ao resto do mundo.

A ‘Euronews Culture’ selecionou 20 das fotografias mais poderosas e comoventes dos últimos dois meses do conflito na Ucrânia.

Vadim Ghirda é um dos fotógrafos presentes na Ucrânia e responsável por algumas das fotografias mais poderosas até ao momento do conflito. O veterano repórter-fotográfico cobriu conflitos sociais e políticos complexos em países como a Roménia, Moldávia, Sérvia, Macedónia e, agora, a Ucrânia.

Os primeiros dias da invasão russa encontraram Ghirda na bombardeada Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, agachado na neve ao lado de um soldado morto e um lançador de foguetes russo destruído. A seguir, foi para a capital Kiev, para documentar uma multidão frenética que tentavam deixar o país enquanto ainda podiam. Experiências que o próprio explicou:

“Às vezes pode sentir-se completamente insensível ao olhar através de uma câmara e a tirar fotos enquanto a pessoa está basicamente a desmoronar-se. Testemunhamos pessoas por vezes no minuto em que identificam um parente que esperavam ter sobrevivido e percebem que não. É um desafio emocional muito difícil”, explicou Vadim Ghirda, que fotografou alguns dos horrores encontrados na cidade ucraniana de Bucha.

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