A Coreia do Norte está a obrigar funcionários de escritórios e trabalhadores de fábricas a deslocar-se para as áreas agrícolas em todo o país para participar na luta contra a seca, segundo revelou esta quarta-feira os órgãos estatais norte-coreanos, numa altura em que o país enfrentra uma escassez prolongada de alimentos.
O líder norte-coreano Kim Jong-un pediu medidas para melhorar uma situação alimentar tensa causada pela pandemia da Covid-19 e tufões, apesar de pequenas melhorias no início do ano passado. Secas e inundações há muito que representam uma ameaça sazonal para a Coreia do Norte, que carece de sistemas de irrigação e outras infraestruturas e quaiquer riscos naturais fraves podem prejudicar a sua economia reclusa, que sofre com sanções internacionais e uma quase paralisação do comércio.
“Esforços sistemáticos e agressivos estão em progresso para consciencializar o público e mobilizar todas as capacidades disponíveis para evitar danos às colheitas pela seca com antecedência”, anunciou o jornal ‘Rodong Sinmun’. Em Anju e Kaechon, a norte da capital Pyongyang, as pessoas criaram lagoas, adicionaram fertilizantes e estimulantes de crescimento às plantações e enviaram tratores, camiões e cultivadores para levar água às quintas, explicou a publicação.
Outro despacho apontou que unidades de trabalho jovem, chamadas ‘dolgyeokdae’ e geralmente mobilizadas em grandes projetos de infraestrutura, construíram recentemente hidrovias na cidade portuária de Hamhung, como parte dos esforços para modernizar e expandir as instalações de irrigação.
Em março último, as Nações Unidas instaram Pyongyang a reabrir as suas fronteiras para ajudar trabalhadores e importações de alimentos, dizendo que o seu isolamento cada vez mais profundo pode ter deixado muitos a passar fome – segundo estimativas do Programa Mundial de Alimentos, mesmo antes da pandemia, 11 milhões, ou mais de 40% da população, estavam desnutridos e precisavam de assistência humanitária.













