Portugal reporta dois novos casos prováveis de hepatite aguda desconhecida, tendo já comunicado às autoridades europeias as suspeitas, avança o ‘Expresso’.
Segundo a mesma publicação, as duas crianças foram assistidas num hospital privado no passado mês de abril “com um quadro hepático viral sem causa identificada”, apresentando uma evolução clínica “favorável e sem gravidade”.
No entanto, estes casos foram reportados no seguimento de uma recomendação dos peritos do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), para que todas as suspeitas fossem devidamente comunicadas, numa análise retrospetiva de todos os quadros da doença viral que não se incluam nas variantes já conhecidas.
Neste sentido, adianta o jornal, as duas crianças portuguesas entraram assim para a lista de possíveis doentes, depois de na semana passada Portugal ter registado o primeiro caso suspeito, no Hospital de São João, no Porto, que acabou por depois ser descartada a ligação à doença.
O menino de 21 meses teve alta na sexta-feira e aguardou em casa o resultado de exames que excluíram a hipótese de hepatite aguda e revelaram a existência de três vírus, entre os quais o Influenza A.
A ministra da Saúde, Marta Temido, reiterou na segunda-feira, no Porto, que não estava identificado, em Portugal, nenhum caso de hepatite aguda e que para avançar com novas abordagens era necessário conhecer a causa da doença.
“A causa da doença não foi ainda identificada e isso será essencial para que se possa perceber mais. A Organização Mundial de Saúde, e Portugal através da Direção-Geral da Saúde e desse grupo de trabalho que foi constituído com a Sociedade Portuguesa de Pediatria e outras sociedades médicas, está a acompanhar a evolução da situação”, disse Marta Temido.












