Ucrânia diz que Hungria já sabia do plano da invasão de Putin

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, disse que a Hungria já sabia do plano de invasão russo, tendo sido alertada anteriormente pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Simone Silva

O secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, disse que a Hungria já sabia do plano de invasão russo, tendo sido alertada anteriormente pelo presidente russo, Vladimir Putin, avança a agência de notícias russa ‘Tass’.

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Em declarações aos jornalistas, Danilov foi questionado sobre a possibilidade de adesão da Ucrânia à NATO e a possível influência da Hungria neste processo.

“A Hungria, que declara abertamente a sua cooperação com a Rússia, foi avisada com antecedência por Putin que haveria um ataque ao nosso país”, sublinhou o responsável ucraniano.

Danilov acrescentou: “Por alguma razão, pensou que poderia tomar parte do seu território. E perante um país que se comportou assim, vamos ver quais serão as consequências depois desta guerra”.

O atual governo húngaro é abertamente pró-Rússia, recusando-se a impor sanções e impedindo outros países de ajudar a Ucrânia. Além disso, o primeiro-ministro do país, Viktor Orban, também afirmou que o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky é seu “rival”.

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O ministro dos Negócios Estrageiros da Hungria, Peter Siarto, disse que, se a Hungria começar a fornecer armas às Forças Armadas, envolverá os húngaros na guerra contra a Rússia.

Por outro lado, o vice-primeiro-ministro polaco, Jaroslav Kaczynski, condenou duramente o primeiro-ministro húngaro por tal posição, sublinhando que, se Orban não mudar a sua abordagem à agressão da Rússia contra a Ucrânia, será impossível uma maior cooperação entre a Polónia e a Hungria.

A ofensiva militar lançada na madrugada de 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas de suas casas – mais de 7,7 milhões de deslocados internos e mais de 5,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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