Duarte Cordeiro marcou presença esta segunda-feira numa reunião extraordinária em Bruxelas, que serviu para debater a dependência do gás russo entre os países da União Europeia e o corte de fornecimento de gás da Gazprom à Polónia e à Bulgária.
Sobre a situação de Portugal, o ministro do Ambiente e da Ação Climática voltou a passar uma mensagem tranquilizadora aos portugueses, apontando para o armazenamento de gás que o país tem.
“Temos um armazenamento de gás superior a 80%, o que nos deve tranquilizar”, declarou o governante, acrescentando que Portugal “tem um nível de armazenamento satisfatório para aquilo que são as nossas necessidades”.
Duarte Cordeiro voltou a insistir que “Portugal está pouco exposto ao gás russo” e destacou que no ano passado o país até importou menos 10% de gás russo.
Na reunião de hoje, o ministro reforçou “a posição portuguesa relativamente à necessidade de fortalecer a diversificação de rotas e fornecedores da União Europeia” e enfatizou que Portugal “pode responder a algumas das necessidades que a Europa tem”. “Recebemos através do porto de Sines o gás natural liquefeito e podemos expandi-lo para o resto da Europa”, assegurou Duarte Cordeiro.
O ministro do Ambiente e da Ação Climática também abordou questões sobre o embargo gradual ao petróleo russo, que deverá estar incluído na próxima vaga de sanções da União Europeia à Rússia.
“Portugal não tem nenhuma dificuldade relativamente a um embargo dessa natureza”, disse o governante, referindo que “Portugal tem acompanhado o consenso” dos Estados-membros da União Europeia.
“Temos ainda menos dependência do petróleo russo do que temos de gás. Não temos nenhuma dificuldade específica, mas importa tomar decisões coletivas”, sublinhou Duarte Cordeiro.














