Se Putin avançasse com um ataque nuclear o Ocidente retaliava: “São Petersburgo e Moscovo seriam aniquiladas em 90 segundos”, garante especialista

Um ataque nuclear russo provavelmente seria recebido com outro em resposta.

Simone Silva

No mês de abril, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que o seu país responderia num estilo “rápido como um relâmpago” se o Reino Unido, os EUA e os seus aliados do Ocidente cruzassem a linha com a intervenção militar na Ucrânia, ameaçando com possíveis ataques nucleares.

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“Se alguém pretende intervir e criar ameaças estratégicas que são inaceitáveis ​​para a Rússia, devem saber que os nossos ataques de retaliação serão rápidos como um relâmpago”, disse. “Temos todas as ferramentas para isso. Não nos vamos gabar delas, mas vamos usá-las se necessário. E eu quero que todos saibam disso”, acrescentou em referência a armas nucleares.

De acordo com a Federação de Cientistas Americanos, Moscovo possui um stock de 5.977 armas nucleares, um pouco mais do que o total combinado de 5.943 dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Mas se a Rússia lançasse um ataque nuclear contra o Ocidente, como este poderia responder?

Se o presidente Putin optasse por disparar um míssil nuclear contra o Reino Unido ou um colega membro da NATO, isso equivaleria a um ataque a todas as 30 entidades da aliança, devido ao Artigo 5 da sua carta oficial. De facto, um ataque nuclear provavelmente seria recebido com outro em resposta.

Robert Fox, especialista e editor de defesa do ‘London Evening Standard’, estimou qual poderia ser a velocidade dessa resposta, adiantando que o Ocidente poderia eliminar as cidades russas de Moscovo e São Petersburgo em menos de dois minutos. “A chantagem nuclear é um jogo muito, muito difícil e acho que os generais russos sabem disso”, afirmou, citado pela ‘LBC’.

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“Qualquer pessoa sensata nas forças armadas de Putin sabe disso porque não há vencedores lá. Se Putin as usasse (às armas nucleares), Deus nos ajude. Mas São Petersburgo e Moscovo seriam aniquiladas em 90 segundos!”, sublinhou.

A BBC revelou esta segunda-feira que a TV estatal russa transmitiu imagens que alertavam o Reino Unido de que Moscovo poderia “afundá-lo para sempre” com um Sarmat ICBM ou um míssil de 100 megatons que provocaria um tsunami e transformaria o país “num terreno baldio radioativo”.

No entanto, outra resposta para as ameaças da Rússia é o facto de que o próprio Reino Unido tem as defesas necessárias para destruir uma ogiva nuclear. Por exemplo, pode fazer uso da Iniciativa de Defesa Estratégica dos EUA (SDI) – também conhecida como defesa de ‘Star Wars’ – para intercetar e destruir tais armas.

O sistema foi estabelecido em 1984 sob o então presidente Ronald Reagan, enquanto os EUA e a União Soviética ainda estavam envolvidos na Guerra Fria.

Alternativamente, o governo poderia optar por usar os navios destróieres Type 45 dos militares, que poderiam usar as suas capacidades defensivas para afastar qualquer ataque nuclear. Se fosse considerado necessário, esses navios poderiam ser colocados no estuário do Tamisa para defender Londres e as áreas circundantes.

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A par disso, os líderes ocidentais também estão cientes dos impactos potenciais que uma guerra nuclear pode criar e é a ameaça disso que, em parte, impediu a NATO de se juntar fisicamente à luta na Ucrânia.

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