As taxas Euribor devem subir nos próximos tempos, esperando-se que ultrapassem mesmo os 1% em novembro deste ano, avança o ‘Diário de Notícias’ (DN), citando um economista que analisou os efeitos da inflação no bolso dos portugueses.
Filipe Garcia, economista da IMF, considera que com a inflação a continuar com esta tendência crescente, o Banco Central Europeu deve subir os juros em 75 pontos base até final do ano, o que fará aumentar também as Euribor.
A taxa está agora em 0,118%, mas “espera-se que a Euribor a 12 meses esteja a 0,60% no início de agosto, a 1,06% no início de novembro e a 1,62% daqui a um ano”, sublinhou o especialista, em declarações ao ‘DN’.
Esta subida, adianta o jornal, vai afetar 292 mil famílias que estão abrangidas pelas Euribor e verão assim, a partir de novembro, o indexante subir para mais de 1%.
Também no que diz respeito às Euribor a três e a seis meses, que abrangem 382 mil e 495 mil famílias, deverá observar-se uma tendência crescente, prevendo-se que regressem a valores positivos já em julho. Contudo, só em 2023 devem ultrapassar os 1%.
Mas o que significam na prática estes aumentos? Quando as Euribor sobem, os consumidores com crédito a taxa variável terão de se preparar para maiores despesas na altura em que os contratos forem alvo de revisão.
O ‘DN’, com base nas contas da consultora ‘Reorganiza’, adianta que tendo em conta um contrato de 100 mil euros a 30 anos e com uma taxa de 1%, um aumento para 2% corresponde à subida de uma prestação de 322 para 370 euros, ou seja, cerca de 48 euros por mês ou 15%.
Por outro lado, segundo os cálculos do ‘Doutor Finanças’, tendo em conta um empréstimo de 100 mil euros a 25 anos e em que o spread (margem de lucro do banco) é de 1,5%, se a taxa subir de cerca -0,53% para 1%, a prestação deverá aumentar de 375 para 448 euros, ou seja, cerca de 70 euros por mês.














