O governo da Moldávia divulgou uma lista com os nomes dos sabotadores russos que foram responsáveis há dias por falsos atentados na região separatista da Transnístria, numa operação de ‘bandeira falsa’ que visava imputar a autoria dos ataques a forças ucranianas. De acordo com o El Mundo, entre os nomes revelados sobressaem os de oito espiões russos que trabalham para o FSB, o Serviço Federal de Segurança.
Os nomes dos agentes do FSB foram partilhados com o governo da Moldávia por elementos das autoridades da Transnístria fiéis à Moldávia e que não pretendem que a região seja arrastada para o conflito na Ucrânia pelo Kremlin.
“Nós, um grupo de patriotas do Ministério de Segurança do Estado, chamamos a vossa atenção para a situação crítica que se desenvolveu na Transnístria”, afirmaram estes elementos.
“O general Razgonov, como representante da Direção do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Federação Russa na Transnístria, encarregou-se de preparar os grupos de sabotagem na região, criando uma rede de agentes”, revelou a nota enviada para o governo moldavo.
O documento indicava que os objetivos eram “desestabilizar a situação política na Moldávia e em várias regiões da Ucrânia, a realização de operações de informação psicológica na região, a provisão de apoio de informação para uma operação militar especial na Ucrânia”, acrescentaram estes autodenominados “patriotas moldavos”.
Apesar das provocações russas, a presidente da Moldávia, Maia Sandu, não quis fechar as estradas que ligam a Transnístria à Moldávia para permitir que todos os que querem fugir da região separatista pró-russa o possam fazer.














