Mais de três mil migrantes morreram ou desapareceram no mar Mediterrâneo e no oceano Atlântico no ano passado quando tentavam chegar à Europa, segundo dados revelados esta sexta-feira pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). É o dobro do número de mortes registado em 2020.
Entre as vítimas, 1.924 morreram ou desapareceram a tentar alcançar a Europa através das rotas central e ocidental do Mediterrâneo, principalmente rumo a Espanha ou Itália.
Os dados da ACNUR revelam que 1.153 pessoas morreram ou desapareceram na rota marítima do Norte de África para as ilhas Canárias, pelo oceano Atlântico.
A agência das Nações Unidas também chama a atenção para o número alarmante de mortes que já se verificaram este ano. Desde o início do ano já morreram ou desapareceram 478 pessoas que tentavam chegar à Europa por mar.
A ACNUR afirma que a maioria das travessias marítimas foi feita em barcos insufláveis que estavam cheios de pessoas. Muitos dos barcos viraram-se ou ficaram vazios durante a travessia.
A agência da ONU reforça os pedidos de apoio para se prevenir mortes e proteger refugiados e requerentes de asilo que embarcam nestas perigosas travessias pelo mar, mas também para aqueles que tentam a travessia por terra.














