A empresa de gás russa Gazprom assegurou, esta quinta-feira, que a Polónia continua a receber abastecimentos de gás, embora não diretamente, uma vez que estaria a beneficiar de uma parte enviada da Alemanha em sentido inverso através do gasoduto Yamal-Europa. A Gazprom cortou o fornecimento para a Polónia e a Bulgária na passada quinta-feira em retaliação pela recusa no pagamento em rublos – o Governo polaco indicou que não cederia à chantagem e que tem outras fontes de alternativas e que a medida de Moscovo não terá consequências.
No entanto, um porta-voz da Gazprom, Sergey Kupriyanov, negou que a Polónia “não precise mais” do gás russo, como garantiu o Executivo de Mateusz Morawiecki. “Isso não é verdade”, argumentou, em um comunicado publicado pela agência de notícias TASS. “Após a suspensão do fornecimento direto, a Polónia continua a comprar gás russo, mas agora através da Alemanha, de onde o recebe no reverso pelo gasoduto Yamal-Europa”, alegou Kupriyanov.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou em março que todos os países “hostis” paguem o gás em rublos, uma hipótese que a Comissão Europeia já alertou que implicaria uma violação das sanções adotadas contra Moscovo pela ofensiva militar lançada em fevereiro contra a Ucrânia.
O Governo da Hungria, no entanto, reconheceu que cumpriu o sistema imposto pela Rússia e que passa pela abertura de duas contas no Gazprombank, uma delas em rublos para converter todos os pagamentos em moeda local.












