O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, voltou a reforçar o pedido feito anteriormente pelo presidente Volodymyr Zelensky, para que Portugal forneça armas ao seu país, recordando “a lista de necessidades” já partilhada.
Em entrevista à ‘SIC’, o responsável disse apreciar “a posição clara de Portugal no apoio à Ucrânia nas Nações Unidas. Agradecemos o apoio de Portugal na imposição de sanções à Rússia. Mas, claro, o mais importante é fornecer à Ucrânia todas as armas necessárias”, sublinhou.
“Nesse sentido, partilhámos a nossa lista de necessidades com Portugal que inclui, entre outras coisas, tanques, mísseis, veículos blindados. Seria extremamente útil se Portugal nos fornecesse alguns, de forma a que o flanco ocidental extremo da Europa ajude o flanco oriental extremo da Europa a defender toda a Europa do ataque russo”, apelou o governante ucraniano.
A par disso, acrescentou ainda Kuleba, “outra importante ação que esperamos de Portugal é o seu apoio na concessão à Ucrânia do estatuto de país candidato à adesão à UE”, adiantou citado pela ‘SIC’.
O responsável ucraniano agradeceu ainda ao secretário-geral da ONU, António Guterres, a tentativa de mediação do conflito, manifestando a esperança de que agora que a Rússia colabore com o próprio na retirada de civis de Mariupol, como aliás se comprometeu a fazer.
Recorde-se que esta já não é a primeira vez que a Ucrânia faz um pedido semelhante a Portugal. Na semana passada, durante o seu discurso por videoconferência no Parlamento português, Zelensky pediu também armamento pesado e o reforço das sanções à Rússia.
“Peço aceleração e reforço das sanções e também apoio militar, armamento”, afirmou o chefe de Estado ucraniano, que pediu especificamente “armamento pesado”, numa sessão solene de boas-vindas com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa.
O Presidente da Ucrânia pediu também insistentemente que Portugal apoie o processo para o seu país aderir à União Europeia e que use a sua influência nos países de língua portuguesa para estes estarem do lado dos ucranianos.
“A Ucrânia já está a caminho da União Europeia (…) Quando essa questão for colocada, peço-vos, peço-vos mais uma vez, que nos apoiem nesse caminho”, insistiu Volodymyr Zelensky.












