Cerca de 10% dos trabalhadores que contribuem para a Segurança Social são estrangeiros, totalizando 473 mil pessoas, num aumento de de 148% em oito anos. Os dados foram revelados esta quarta-feira pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.
Em declarações na audição das comissões de Orçamento e Finanças e de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a governante revelou que “tínhamos em 2015 191 mil estrangeiros a contribuírem para a Segurança Social. Neste momento temos 473 mil”.
Assim, acrescentou, “10% das pessoas que estão a contribuir para a Segurança Social são cidadãos estrangeiros imigrantes que fazem parte deste esforço coletivo”.
Antes, a responsável já tinha referido que existiam “pela primeira vez”, mais de 4,7 milhões de trabalhadores ativos inscritos na Segurança Social, o que corresponde a um aumento de um milhão face a 2015.
Ana Mendes Godinho sublinhou ainda sobre o Orçamento, que a proposta “procurou adaptar-se aos efeitos da crise face à invasão da Ucrânia, com medidas transversais para apoiar as famílias e empresas e com algumas medidas específicas para mitigar os efeitos nas famílias mais vulneráveis”.
Um desses exemplos é “a atualização extraordinária das pensões”, cujo “pagamento será feito em julho, com retroativos a janeiro”, revelou, confirmando ainda que o apoio de 60 euros para famílias carenciadas vai chegar esta sexta-feira, dia 29 de abril, tal como estava previsto. Por outro lado, o alargamento para as famílias com prestações sociais mínimas só chega em maio.














