O Banco Central Europeu (BCE) voltou a apontar as armas à inflação esta quinta-feira com mais uma subida de 50 pontos-base nas taxas de juro. No entanto, este movimento é visto como uma postura ‘dovish’ do regulador.
Apesar da incerteza desencadeada pelo colapso do Silicon Valley Bank, e das notícias de ontem com a quebra recorde em bolsa do Credit Suisse, a equipa de Lagarde manteve o que era previsto pelo consenso.
“Vemos isso como um movimento sábio, pois não só a alta inflação e a resiliência da economia na Zona Euro justificam um aperto adicional da política, mas também este aumento envia um sinal claro de confiança na força do setor bancário europeu”, explica Matthew Ryan, Diretor de estratégia de mercado na Ebury, em comentário enviado à Executive Digest.
O especialista sublinha ainda que uma subida de 25 pontos-base poderia levantar dúvidas sobre a credibilidade do BCE, dada a radicalidade da recente orientação futura do banco.
“Os investidores viram este movimento como uma postura ‘dovish’ do BCE, já que o banco indica que está a mudar para uma abordagem totalmente dependente de dados. Nessas circunstâncias, essa abordagem mais cautelosa e pragmática parece ser a decisão correta”, explica.
Para Matthew Ryan, o cenário macroeconómico da Zona Euro justifica altas adicionais do BCE, no entanto, “as expectativas do mercado para novos aumentos das taxas do BCE são agora extraordinariamente baixas, o que pode dar espaço para alguma valorização do euro caso as preocupações com a saúde do setor bancário continuem a diminuir”.
É oficial: BCE sobe taxas de juro em 50 pontos-base. Turbulência financeira não detém subida














