“Ano de 2022 marcado por eventos com forte impacto negativo” nos resultados, diz CEO da Impresa

O presidente executivo (CEO) da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, afirma que 2022 “ficou marcado por eventos com forte impacto negativo direto” nos resultados da dona da SIC, cujo resultado líquido caiu mais de 90%.

Executive Digest com Lusa

O presidente executivo (CEO) da Impresa, Francisco Pedro Balsemão, afirma que 2022 “ficou marcado por eventos com forte impacto negativo direto” nos resultados da dona da SIC, cujo resultado líquido caiu mais de 90%.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

O lucro da Impresa caiu 91,4% no ano passado, face a 2021, para 1,1 milhões de euros. Um ano antes, o resultado líquido tinha sido de 12,6 milhões de euros.

“O ano de 2022 ficou marcado por eventos com um forte impacto negativo direto nos nossos resultados, como a guerra na Ucrânia e o aumento de custos com produção e energia”, afirma Francisco Pedro Balsemão, citado em comunicado.

“Além disso, a atividade da Impresa foi condicionada por um violento e criminoso ataque informático, que nos prejudicou tanto pelo aumento de custos como pelas receitas digitais que não auferimos durante o primeiro trimestre”, aponta o gestor, salientando: “O ataque foi um teste à resiliência e à capacidade de resposta de todos os trabalhadores do grupo que foi superado com distinção, pelo que a eles devemos uma grata palavra de reconhecimento”.

Em termos positivos, Francisco Pedro Balsemão destaca o facto de o grupo ter “atingido o segundo melhor valor em faturação desde a venda das revistas em 2017, apenas superado pelas receitas de 2021, e ainda a redução expressiva da dívida, resultante de um conjunto de ações focadas no reforço da liquidez e na mitigação do risco das taxas de juro”.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Em setembro, a Impresa iniciou a implementação do seu novo Plano Estratégico que durará até ao final de 2025, “sendo um dos principais objetivos o crescimento de 15% a 20%” da faturação, “com o triplicar do peso das receitas oriundas da atividade digital”.

Este ano, a Impresa “focar-se-á na execução do seu novo ciclo estratégico, mantendo o objetivo de crescimento das receitas e da melhoria da margem operacional, através do complemento com novas fontes de receita, bem como a contínua aposta na qualidade, competitividade e diversificação da oferta de conteúdos multiplataforma”, remata Francisco Pedro Balsemão.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa adianta que as receitas totais caíram 2,6% para 185,2 milhões de euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 45,5% para 16,8 milhões de euros.

Os custos operacionais subiram 5,7% para 168,5 milhões de euros, em consequência, refere a Impresa, “principalmente, da resposta ao ataque informático sofrido em janeiro” do ano passado, “do aumento de custos com produção e energia, da cobertura da guerra da Ucrânia, do aumento da competitividade das grelhas da SIC e de indemnizações”.

Continue a ler após a publicidade

No ano passado, a dívida remunerada líquida recuou 31,4 milhões de euros, ou 22,6%, para 107,2 milhões de euros.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.