Compreender o comportamento das empresas é fundamental para responder a muitas questões macroeconómicas atuais. Como tal, foi desenvolvida uma análise que acompanhou as empresas ao longo do tempo.
Seja na promoção do crescimento agregado, no desenho de políticas governamentais que promovam o crescimento, e na escolha dos apoios que o governo lhes deve oferecer durante uma recessão, é necessário compreender as fontes de crescimento e, como tal, utiliza-se um modelo de produção da empresa ao longo do ciclo de vida e avalia-se a importância relativa das fricções no mercado de trabalho e fricções na acumulação de capital.
A análise preparada por António Santos, László Tétényi e Pedro Dias Moreira foca-se no conjunto de empresas nascidas entre 2009 e 2012, e acompanha-se essas mesmas empresas ao longo do tempo.
O Banco de Portugal explica que, para uma função de produção sem fricções, o rácio entre capital e trabalho é constante ao longo do tempo mas, no caso de haver fricções na acumulação de capital, este será inferior quando as empresas são novas e cresce gradualmente ao longo do tempo, levando a um aumento deste rácio.
“Os dados das empresas revelam uma tendência clara de aumento no rácio de capital por trabalho com a idade da empresa, o que sugere que as fricções com o capital são dominantes”, conclui o banco de Portugal.















