Quanto mais antigas são as empresas, mais o rácio capital-trabalho aumenta, revela análise divulgada pelo Banco de Portugal

Compreender o comportamento das empresas é fundamental para responder a muitas questões macroeconómicas atuais. Como tal, foi desenvolvida uma análise que acompanhou as empresas ao longo do tempo.

André Manuel Mendes

Compreender o comportamento das empresas é fundamental para responder a muitas questões macroeconómicas atuais. Como tal, foi desenvolvida uma análise que acompanhou as empresas ao longo do tempo.

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Seja na promoção do crescimento agregado, no desenho de políticas governamentais que promovam o crescimento, e na escolha dos apoios que o governo lhes deve oferecer durante uma recessão, é necessário compreender as fontes de crescimento e, como tal, utiliza-se um modelo de produção da empresa ao longo do ciclo de vida e avalia-se a importância relativa das fricções no mercado de trabalho e fricções na acumulação de capital.

A análise preparada por António Santos, László Tétényi e Pedro Dias Moreira foca-se no conjunto de empresas nascidas entre 2009 e 2012, e acompanha-se essas mesmas empresas ao longo do tempo.

O Banco de Portugal explica que, para uma função de produção sem fricções, o rácio entre capital e trabalho é constante ao longo do tempo mas, no caso de haver fricções na acumulação de capital, este será inferior quando as empresas são novas e cresce gradualmente ao longo do tempo, levando a um aumento deste rácio.

“Os dados das empresas revelam uma tendência clara de aumento no rácio de capital por trabalho com a idade da empresa, o que sugere que as fricções com o capital são dominantes”, conclui o banco de Portugal.

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