A empresa SpaceX, de Elon Musk, decidiu restringir o uso do seu serviço de internet por satélite na Ucrânia no que respeita a aplicações militares, principalmente no que respeita ao uso desta rede para controlar drones, usados pelas tropas para responder à invasão da Rússia.
O anúncio foi feito pela presidente da SpaceX Gwynne Shotwell, em Washington, que alegou que o serviço de internet para satélite “não era para ser usado como arma”.
“Os ucranianos usaram-no de formas que não eram nossa intenção e que não fazem parte de qualquer acordo”, argumentou Shotwell.
A empresa fundada pelo bilionário Elon Musk tem fornecido internet à Ucrânia através do seu famosos sistema ‘Starlink’, um conjunto de satélites que por vezes são vistos pelos céus ‘em linha’, desde fevereiro do ano passado.
Dias depois da invasão russa à Ucrânia, que incluiu uma série de ciberataques contra várias infraestruturas no país, a Spacex conectou a Ucrânia à sua rede de satélites de internet, permitindo o acesso à rede sem a necessidade de cabos.
Agora, a SpaceX já está a tomar medidas para que os militares ucranianos não possam usar este sistema de internet para controlarem drones, sem no entanto a responsável da empresa revelar como vai ser operacionalizada essa limitação de uso.
Depois do anúncio, Musk tem sido alvo de críticas duras por parte elementos do Exército da Ucrânia.
“Depois de Musk eliminar a possibilidade de usar o Starlink como um elemento da defesa da Ucrânia, ele não pode falar mais de valores e de democracia. Ao cortar uma oportunidade de os ucranianos se defenderem, Musk está diretamente a matar cidadãos ucranianos”, lamentou Vitaly Ovcharenko, militar na Ucrânia.













