Existe desde os anos 2010 e ganhou popularidade a ser vendida na Internet. Agora está a tornar-se na ‘nova’ droga das festas e já preocupa as autoridades de países como a França ou a Alemanha, devido à sua crescente popularidade entre os jovens: chama-se 3-MMC e, quando consumida, tem efeitos semelhantes aos da cocaína ou do ecstasy, sendo que é mais barata, mas igualmente perigosa.
Inicialmente a droga surgiu conotada com o consumo na comunidade gay, na prática do ‘chemsex’ (sexo sobre o efeito de drogas), mas atualmente, segundo o Libération, tem ganho grade popularidades entre os jovens heterossexuais franceses sendo que, segundo as autoridades, já não há um padrão de consumidor: homens, mulheres, jovens, adultos, fãs de festas, toxicodependentes e novos consumidores.
No Reino Unido, disparou o consumo de 3-MMC na altura dos festivais de verão, inicialmente vendida para substituir o MDMA. Com efeito, investigação revelou que 45% das substâncias vendidas como MDMA no ano passado continham na realidade catinonas (tipo de anfetaminas), sendo a mais prevalente a 3-MMC. “Similar à efedrina , com estimulantes e efeitos eufóricos”, escreve o The Loop, que justifica a popularidade ganha pela nova droga com o facto de a pandemia da Covid-19 ter afetado o mercado de tráfico de droga no Reino Unido. Como a procura por MDMA (ecstasy) era maior do que a oferta, os traficantes começaram a vender a 3-MMC como droga ‘de substituição’.
O Centro Europeu de Monitorização de Drogas e de Toxicodependência (EMCDDA) assinalou este ano o “notório aumento da circulação de pós de catinonas na Europa” que “parecem ser fabricadas na Índia e importadas para a Europa numa escala industrial”, adianta o organismo em relatório, onde denuncia que “cresceu o número de locais de fabrico desmantelados” e quantidade de droga apreendida pelas autoridades europeias.
“A aparição da 3-MMC no mercado de drogas coincidiu com maior controlo de mefedronas na Europa, depois de um grando crescimento da venda, entre 2009 e 2010, quando esra distribuído como um estimulante ‘legal’”, recorda Ana Gallegos, do EMCDDA ao The Face, estabelecendo que, depois, o 3-MMC passou a ser o susbtitudo da mefredona.
Ainda que não seja tão perigoso quanto drogas como o ‘G’ ou a heroína, continua a ter muitos riscos associados, avisam os especialistas. A toma em demasia da substância causa “hiperestimulação, ansiedade, insónia e, potencialmente, episódios psicóticos”. Os primeiros sinais de overdose são “aumento rápido de temperatura, rigidez muscular, apatia, agitação e convulsões”.
“Os efeitos de um envenenamento por 3-MMC são similares aos observados em overdoses de catinonas sintéticas. Os efeitos adversos são neurológicos, como alucinações, convulsões ou psicose, cardiovasculares, como hipertensão, dores no peito os paragem cardiorrespiratória, e problemas respiratórios”, adianta Ana Gallegos.
O problema, de acordo com os especialistas, é que só agora as autoridades têm na mira o 3-MMC e só agora os governos da UE começaram a tomar medidas para proibir e travar a venda desta nova droga.
Segundo o Le Parisien, em 2021, um terço das mortes por overdose de drogas sintéticas foi causado, precisamente, pelo consumo de 3-MMC.














