A proposta de remuneração de Carlos Tavares, CEO da Stellantis, foi rejeitada pelos acionistas da construtora por ser considerada “extremamente elevada”. No entanto, a proposta pode não ser alterada visto que o voto era apenas consultivo.
A remuneração de Carlos Tavares foi criticada durante a Assembleia Geral da construtora pelo investidor Phitrust e considerada “não normal” pelo porta-voz do governo francês Gabriel Attal.
“Esta remuneração extremamente alta é socialmente justificada quando o grupo provavelmente terá que enfrentar uma reestruturação maciça com cortes de empregos por causa do excesso de capacidade de produção e uma duplicação após a fusão”, disse o investidor Phitrust.
Por seu lado, a empresa afirma que o prémio é “consistente com a filosofia de prémio por desempenho e de ser competitiva face aos concorrentes em todo o mundo”.
No final, a proposta recebeu 52,1% de votos contra e 47,9% de votos a favor, e a Stellatis informou em comunicado que “tomou em conta o feedback resultante do voto consultivo no Relatório de Remunerações, de acordo com o regulamento holandês sobre as AGAA, votado favoravelmente em 47,9% e contra em 52,1% e irá explicar no Relatório de Remunerações de 2022 como esta votação foi levada em conta”.














