As vendas de produtos como leite e natas para a União Europeia (UE) caíram cerca de 96% e as vendas de frango e carne bovina quase 80%, tudo por causa do Brexit, segundo novos dados citados pelo ‘Independent’.
No geral, as barreiras comerciais erguidas pelo acordo entre o Reino Unido e a UE, custaram aos exportadores mais de 1,1 mil milhões de libras desde o início do ano, afirma a associação britânica, ‘Food and Drink Federation’, citada pelo jornal.
As estatísticas revelam a forma como a saída da UE – e não o impacto da Covid-19 – está por trás do colapso das exportações, desde o período de transição, que terminou a 31 de dezembro de 2020.
As exportações de alimentos e bebidas para países fora do bloco aumentaram 8,7%, entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021, mas caíram 40,9% no mesmo período para a UE.
Downing Street tem, até agora, rejeitado os apelos da indústria para reabrir as negociações com Bruxelas, a não ser para tentar resolver a crise legal em torno do Protocolo da Irlanda do Norte.
Contudo, Dominic Goudie, diretor de comércio internacional da FDF, refere que “é essencial que o conselho de parceria UE-Reino Unido e os seus comités especializados em comércio sejam convocados para resolver os problemas com urgência.”
O acordo comercial do Brexit atingiu fortemente os produtos de origem animal e vegetal, porque não foi acordado nenhum pacto para evitar o preenchimento de formulários e as inspeções físicas nos chamados controlos sanitários e fitossanitários (SPS).
Estes controlos, adianta o jornal, já estão a prejudicar os exportadores e as entregas para a Irlanda do Norte, um problema que deve aumentar quando as verificações completas do Mar da Irlanda e os controlos sobre as importações da UE, finalmente entrarem em vigor.
No mês passado, um comité da Câmara dos Lords alertou para o facto de que os controlos de plantas e animais tornar-se-iam “uma barreira permanente” ao comércio, a menos que o Reino Unido permitisse um acordo diferente.














