Em Portugal, por cada euro que as empresas pagam aos seus funcionários, juntam-se mais 0,71 cêntimos de contribuições para o Estado, o que significa que o total a pagar pelo empregador é 1,71 euros. O número é apontado no mais recente relatório da EY em parceria com o Instituto Económico Molinari, em que é analisada a carga fiscal dos trabalhadores com salários médios na União Europeia, em 2020.
O relatório, divulgado pelo jornal espanhol El Economista, mostra que do valor que as empresas em Portugal pagam ao Estado, 34 cêntimos dizem respeito à segurança social por parte da empresa, 21 cêntimos são referentes ao IRPF (Impuesto sobre la Renta de las Personas Físicas, ou seja, equivalente ao IRS) e 16 cêntimos à segurança social por parte do empregado.
Portugal aparece em 18.º lugar no ranking dos países que mais pagam contribuições ao Estado por cada euro pago ao trabalhador, surgindo, ainda assim, à frente da vizinha Espanha, do Luxemburgo ou da Dinamarca, por exemplo. No topo da lista, encontra-se França: 2,14 euros pagos no total.
A nível europeu, após quatro anos de queda e um ano de estabilização, a taxa real de imposto média para os trabalhadores típicos da União Europeia subiu em 2020 para 44,7%. No total, a percentagem total dos salários dos trabalhadores da UE é, agora 0,7% mais alta do que quando este estudo foi publicado pela primeira vez em 2010. A principal razão será o aumento do IVA em 20 dos 28 Estados-membros.
Por cada 100 euros de impostos sobre os salários cobrados pelos governos da UE, são pagos 41 euros sobre os salários brutos para a segurança social. Em muitos países, estas contribuições não aparecem nos recibos dos trabalhadores, segundo aponta o El Economista, fazendo com que sejam impostos “invisíveis”.














