O Bank of America prevê um aumento da inflação que deve preocupar os investidores e levá-los a alterar os seus planos. O foco deverá ser colocado em ativos reais, considerados mais estáveis e seguros do que os ativos financeiros: segundo Michael Hartnett, Chief Investment Strategist desta instituição bancária, o mercado está perante um «ponto de viragem secular» e os ganhos com ações deverão ser fracos ao longo da próxima década.
Pessoas com investimentos significativos no mercado bolsista e que tenham registado retornos anuais na ordem dos 10% nos últimos anos devem estar preparados para passar a receber apenas 3% a 5%.
O segredo poderá passar mesmo pelos ativos reais, uma vez que oferecem alguma proteção aos investidores, ao mesmo tempo que garantem maior diversificação no portefólio de investimento. Artigos colecionáveis, como vinhos raros, obras de arte, diamantes ou carros constituem uma das opções, mas também imobiliário ou commodities como o ouro, por exemplo.
Citado pelo Business Insider, Michael Hartnett esclarece que os investidores não precisam de deter os ativos fisicamente, ou seja, não precisam de ter um automóvel clássico em casa. Podem, no entanto, investir através de fundos especializados.
A sugestão do analista do Bank of America assenta numa análise a outros períodos históricos, nomeadamente a chamada “Grande Inflação” dos anos 70 do século passado. Por esta altura, deter ações ou títulos não representava uma boa aposta devido aos níveis de inflação, ao passo que os imóveis, por exemplo, superaram em larga escala o desempenho dos ativos financeiros.














