Dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que atividade empresarial abrandou ligeiramente em 2019, notando-se, contudo, uma evolução positiva. O total de pessoal ao serviço, por exemplo, aumentou 4,1%, ao passo que o volume de negócios cresceu 4%.
O valor acrescentado bruto (VAB), por seu turno, subiu 5,8%, enquanto os gastos com pessoal e o excedente bruto de exploração (EBE) aumentaram 8,7% e 2,1%, respetivamente.
Foram criadas mais 45.977 sociedades no setor não financeiro, o que corresponde a uma taxa de natalidade de 10,5%, ou seja mais 0,6 pontos percentuais do que em 2018. Estas novas sociedades empregaram 86.623 pessoas ao serviço e geraram 2.540 milhões de euros de volume de negócios, segundo informa o INE. Estes valores correspondem a crescimentos de 14,2% e 7,8%, respetivamente.
Outros Serviços foi o setor de atividade com mais nascimentos (12.254), logo seguido por Construção e Atividades (10.383). Por outro lado, Energia e Água foi o setor com menos novas empresas, em 2019: somente 275.
No sentido inverso, estima-se que o número de mortes de sociedades não financeiras tenha sido de 23.002, ou seja, correspondente a uma taxa de mortalidade de 5,2% (menos 0,5 pontos percentuais em relação a 2018). Estas mortes representaram uma redução de 52.585 pessoas ao serviço e menos 1.885 milhões de euros de volume de negócios – mais 2,2% e menos 4%, respetivamente.
Neste caso, Outros Serviços é também o setor de atividade em destaque, com 5.829 mortes em 2019. Comércio surge em segundo lugar com 5.671 sociedades que chegaram ao fim.
Também em 2019, as sociedades integradas em grupos representando apenas 8% do total de sociedades concentravam 41,6% do pessoal ao serviço, 64,9% do volume de negócios e 60,9% do VAB. Também aqui se registam subidas de 6%, 3,8% e 6,2%, respetivamente.
Impacto positivo nas remunerações
Segundo o INE, a diferença entre entradas e saídas manteve a sua trajetória positiva de crescimento, tanto em termos de pessoal ao serviço como de remunerações e VAB), à semelhança do que já tinha acontecido em 2018.
Um dos grandes destaques vai para as remunerações, com tendência crescente entre 2015 e 2019, tendo atingido neste último ano um crescimento máximo de 8,4%. O INE evidencia o elevado contributo das sociedades já existentes na evolução deste indicador (+ 8 pontos percentuais em 2019).
A mesma análise mostra ainda que a remuneração média anual das sociedades não financeiras continuou a crescer mais nas entradas do que nas sociedades comuns (+4,3% face a +4%, respetivamente). O mesmo se verifica na produtividade aparente do trabalho: as sociedades não financeiras que entraram no mercado registaram um crescimento superior ao registado pelas sociedades comuns.
Em 2019, a produtividade aparente do trabalho das sociedades não financeiras atingiu 29,7 mil euros por pessoa ao serviço (+1,4% face ao ano anterior), aponta ainda o INE. A remuneração média anual, por seu turno, situou-se nos 15 mil euros por pessoa ao serviço remunerada (+3,5% face a 2018).
A performance das PME superou a das grandes sociedades, que registaram novamente um decréscimo no valor da produtividade entre 2018 e 2019 (-1,6%, após -0,9% em 2018 e -1,1% em 2017).














