IRS: Reembolsos chegam mais cedo mas com valores mais baixos

Na próxima quinta-feira, dia 1 de abril, e até 30 de junho, começa a entrega das declarações modelo 3 do IRS.

Revista de Imprensa

Este ano, os reembolsos do IRS vão chegar mais cedo do que em 2020, mas os valores serão inferiores, avança o Jornal de Negócios que cita uma fonte oficial do Ministério das Finanças.

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Na próxima quinta-feira, dia 1 de abril, e até 30 de junho, começa a entrega das declarações modelo 3 do IRS. É o segundo ano em que a entrega decorre em estado de emergência, o que significa que grande parte dos trabalhadores das Finanças estão em regime de teletrabalho, e os serviços atendem apenas por marcação.

Em 2020, os primeiros reembolsos do IRS começaram a ser processados a 21 de abril, ou seja, três semanas depois de os contribuintes começarem a submeter as declarações.

Este ano, os reembolsos vão chegar mais cedo, uma vez que a capacidade de resposta dos serviços já está mais ágil, garante ao Negócios fonte das Finanças. “Os serviços já estão todos mais rotinados, pelo que a expectativa é que os reembolsos comecem mais cedo”, explica.

No entanto, não é possível avançar datas. O prazo máximo para todos os reembolsos estarem concluídos é 31 agosto, tal como está previsto na lei, para as declarações que são entregues dentro do prazo legal.

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Por outro lado, os valores serão mais baixos. Em 2020, as retenções na fonte continuaram sem refletir os impostos que os contribuintes têm a pagar, pelo que o imposto retido mensalmente continua a ser superior ao devido e tem, depois, de ser reembolsado.

Os reembolsos são condicionados pelos valores das deduções à coleta a que cada agregado tem direito. Um indicador são as faturas declaradas através do portal e-fatura e, este ano, deve haver uma redução no valor dos reembolsos.

Segundo dados do Correio da Manhã, que cita o Ministério das Finanças, os contribuintes validaram no e-fatura menos 66 milhões de faturas – uma diminuição de 5% face a 2019.

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