A escassez de semicondutores é um problema para marcas automóveis de todo o Mundo, mas parece estar a afetar especialmente o continente europeu. Segundo o jornal CincoDías, a Europa está em desvantagem por depender significativamente da produção de chips na Ásia e nos EUA, uma vez que não conta com fábricas deste tipo de dispositivos dentro das suas próprias fronteiras com capacidade para responder à procura.
Os problemas de fornecimento começaram por afetar uns fabricantes mais do que outros mas, agora, de acordo com a Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis e Camiões (Anfac), o desafio é geral. A escassez poderá ser justificada, pelo menos em parte, pelo aumento da procura graças à pandemia e ao confinamento: o teletrabalho levou a um crescimento da aquisição de computadores, por exemplo.
Microsoft, Sony, Stellantis, Daimler. SEAT e Volkswagen são algumas das empresas que se viram obrigadas a suspender ou abrandar a produção. Em Portugal, a Autoeuropa anunciou ontem que teve de interromper a sua atividade esta semana e que a fábrica de Palmela estará parada até ao próximo dia 28.
Segundo a mesma publicação, Taiwan representa 60% do mercado de chips produzidos por encomenda, ou seja, peças feitas de acordo com as especificações dos clientes. A TSMC, em particular, produz cerca de metade do total de semicondutores a nível global.
Para tentar reverter a situação, algumas empresas na Europa anunciaram a intenção de investir na construção das infraestruturas necessárias para assegurar a produção local de semicondutores. No entanto, o CincoDías diz tratarem-se apenas de boas intenções, para já.
Embora 17 Estados-membros da União Europeia tenham firmado, em Dezembro do ano passado, um acordo para resolver o problema dos chips, ainda não há frutos visíveis dessa aliança. Um dos obstáculos poderá ser o montante necessário para construir uma fábrica deste tipo: cerca de 20 mil milhões e euros.
A Bloomberg indica ainda que a UE está a avaliar a possibilidade de fechar parcerias tendo em vista a resolução da escassez. Neste caso, a aposta vai para acordos com empresas como a TSMC e Samsung, que contribuiriam para a construção de uma fábrica na Europa. Mas, uma vez mais, o plano ainda não passou do papel.














