Reservas de sangue em Portugal só chegam para quatro dias. E situação «pode piorar com o confinamento»

Dar sangue é permitido em tempos de confinamento, sendo uma das exceções para a circulação de pessoas, contudo, as restrições impostas podem ser um obstáculo. 

Revista de Imprensa
Janeiro 19, 2021
8:45

Para além da pandemia da Covid-19, Portugal enfrenta agora uma outra dificuldade: a falta de sangue, uma vez que as reservas do tipo B só chegam para quatro dias e as do tipo 0-, A+ e A-, apenas permitirem dar resposta às necessidades hospitalares durante uma semana, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, que cita o presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes), Alberto Mota, dar sangue é permitido em tempos de confinamento, sendo uma das exceções para a circulação de pessoas, contudo, as restrições impostas podem ser um obstáculo.

Alberto Mota acredita que a situação «pode piorar com o confinamento», porque existe uma limitação cada vez maior dos locais de recolha devido à crise de saúde pública da Covid-19. «Empresas onde eram feitas recolhas estão agora em teletrabalho, há entidades (como os bombeiros) que já não permitem a recolha nas suas instalações e as unidades móveis também não podem circular», explica citado pelo ‘CM’.

Por sua vez, o presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue, Joaquim Silva, revela ao jornal, que o acesso dos dadores de sangue aos locais das colheitas também tem sido condicionado pela atual «necessidade de isolamento profilático ou pelas cercas sanitárias».

Ainda assim, apesar de para já, os hospitais não sentirem limitações nessa matéria, Noel Carrilho, cirurgião e presidente da Federação Nacional dos Médicos, lembra que para dar resposta à pandemia viral, o número de cirurgias realizadas «baixou significativamente».

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