A Pfizer já se encontra em contacto com as autoridades portuguesas no sentido de trabalharem no transporte e armazenamento da sua vacina contra a Covid-19. Quem o disse foi o diretor geral da filial portuguesa, Paulo Teixeira, em declarações à ‘Antena 1’.
«Neste momento encontramo-nos a colaborar com as autoridades portuguesas com vista a agilizar todo este processo. Estamos a trabalhar para garantir que a nossa vacina possa ser rapidamente produzida e distribuída por todos os países.», afirmou esta segunda-feira.
O responsável explicou todo o processo de conservação e armazenamento da vacina. «Juntamente com empresas especializadas desenvolvemos caixas térmicas especiais que utilizam gelo seco para manter condições de temperatura até -80 graus, durante 10 dias com a possibilidade de extensão da conservação até 15 dias».
«Cada embalagem contém um sensor térmico de GPS capaz de monitorizar a localização e temperatura de cada remessa da vacina ao longo dos seus itinerários pré-definidos», adiantou acrescentando: «A vacina também pode ser armazenada até cinco dias em condições padrão de refrigeração, entre dois a oito graus, nos centros de vacinação e estamos também a realizar estudos de estabilidade para potencialmente estender esse tempo».
A estimativa, segundo Paulo Teixeira, é a produção de «até 50 milhões até ao final de Dezembro e 1,3 mil milhões de doses no início de 2021. No inico de Novembro celebrámos um acordo com a Comissão Europeia, para aquisição de 200 milhões de doses, com a possibilidade de adquiri mais 100 milhões», revelou.
«As vacinas que estão a ser disponibilizadas para a UE são produzidas em fábricas da BioNtech na Alemanha e da Pfizer na Bélgica e portanto essas doses garantidamente serão distribuídas no mercado europeu», concluiu citado pela mesma rádio.














