No prazo de 15 anos, a Airbus espera que as viagens levadas a cabo pelas suas aeronaves tenham zero emissões de dióxido de carbono. O hidrogénio é a principal aposta da fabricante de aviões de modo a cumprir a meta traçada para 2035, estando já a desenvolver três modelos que encontram neste tipo energia a sua principal fonte de energia.
«Os conceitos que desvendamos mostram ao Mundo a nossa ambição de ser pioneiros», diz Guillermo Faury, director-geral da Airbus. Em comunicado, o responsável sublinha que a empresa tem uma visão audaz de como devem ser os voos do futuro.
«Creio firmemente que o uso do hidrogénio em combustíveis sintéticos utilizados como fonte de energia primária para aviões comerciais tem o potencial de reduzir significativamente o impacto climático da aviação», acrescenta o director-geral.
Há anos que a Airbus se dedica ao desenvolvimento de motores híbridos ou totalmente eléctricos, mas agora encontrou no hidrogénio a arma de que precisa para tornar as viagens de avião mais ecológicas. Em nota de imprensa reportada pelo jornal El Economista, a empresa indica ainda que o hidrogénio poderá ser utilizado para outras indústrias.
No caso da aviação em concreto, falta a participação dos parceiros, nomeadamente aeroportos e companhias aéreas, para garantir que a ideia descola. “Para fazer frente ao desafios nas operações diárias, os aeroportos terão de ter infra-estruturas significativas de transporte e reabastecimento de hidrogénio”, explica a Airbus, acrescentando ainda a importância dos governos no sentido de disponibilizar financiamento.




