O primeiro-ministro António Costa recebeu, esta quinta-feira, um manifesto subscrito por um grupo de 50 investigadores e 50 empresários e gestores portugueses, no qual expressam que no “‘Novo normal’, a Investigação & Inovação têm de ser centrais“.
Com a diretora do Instituto Gulbenkian de Ciência, Mónica Bettencourt-Dias, e o chairman da Sonae, Paulo Azevedo, como principais promotores, esta centena de personalidades elaborou este documento para apelar “à definição de estratégias visionárias de desenvolvimento económico e social alicerçadas numa forte aposta em ciência e inovação”.
Atendendo a que nos próximos meses ficarão definidos, em Portugal, o Plano de Recuperação Económica e Social (2020-2030), e na Europa, o orçamento para investigação e inovação do próximo programa quadro (Horizonte Europa, 2021-2027), o grupo sublinha que “as linhas mestras e volume financeiro destes programas definirão o nosso futuro coletivo”.
Para os signatários, a resposta de Portugal à recente pandemia mostra como a ciência e inovação alimentam as melhores
decisões – na saúde, na indústria, nas empresas – para todos.
“O investimento na ciência e inovação nos últimos 30 anos permitiu ter uma mobilização nunca antes vista. Em tempo recorde, enormes adaptações e alterações foram introduzidas quer na produção de conhecimento, diagnósticos e equipamentos indispensáveis à luta contra a pandemia, quer na mobilização de recursos humanos altamente capacitados, ou ainda nos próprios modelos de negócio”, pode ainda ler-se no documento.
Assim, reforçam: “Nunca, como hoje, ficou tão claro para a sociedade, a necessidade de colocar a investigação e inovação, bem como as instituições que a fazem, Institutos, Ensino Superior e Empresas no centro das nossas atividades. O papel dos cientistas e das decisões baseadas na ciência e na evidência tornaram-se fundamentais no nosso quotidiano”.
O caminho para o Governo, apontam, deverá ser o de usar o Plano de Recuperação Económica e Social (com os investimentos prioritários para Portugal no período 2020-2030 e que vai ser discutido esta semana em conselho de ministros) e o próximo orçamento europeu para a investigação e inovação em negociação (programa-quadro Horizonte Europa, 2021-2027) para assumir esta prioridade.














