10 mil empresas já pediram o apoio à retoma progressiva. Quase metade tem quebra superior a 75%

Este apoio foi pedido por cerca de 10 mil empresas, sendo que 48% sofreram uma quebra na sua faturação superior a 75%, devido à pandemia

Sónia Bexiga
Outubro 8, 2020
13:47

No âmbito da reunião do Conselho de Ministros, desta quinta-feira, no qual foram aprovadas alterações ao apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade em empresas em situação de crise empresarial, foi anunciado que, até ao momento, esta medida já foi pedida por 10 mil empresas.

Segundo detalhou a ministra da Segurança Social e do Trabalho, Ana Mendes Godinho, os dados recolhidos até agora mostram que este apoio foi pedido por cerca de 10 mil empresas, sendo que 48% sofreram uma quebra na sua faturação superior a 75%, devido à pandemia da Covid-19.

Com a aprovação destas alterações, o apoio à retoma progressiva vai estender-se a mais empresas, atendendo a que as empresas com quebras mais acentuadas, acima dos 75%, sendo que lhes será permitido reduzir em 100% os horários de trabalho.

Ao trabalhador é sempre garantido o mínimo de 88% da retribuição. Nestas situações, a Segurança Social assegura o pagamento de 100% da compensação retributiva.

“Esta nova avaliação vai no sentido de reforçar os apoios aos empregadores em maior dificuldade, de alargar o acesso a mais empregadores e assim melhorar a sua cobertura, de fortalecer os incentivos à formação e, ao mesmo tempo, os apoios complementares dirigidos a empregadores e trabalhadores”, detalha o Governo, em comunicado.

O Governo avança assim com a introdução de alterações aos limites máximos a observar na redução do período normal de trabalho, às regras aplicáveis à determinação da compensação retributiva devida aos trabalhadores e ao regime de apoios concedidos pela segurança social, ao conceito de situação de crise empresarial considerado no âmbito da medida e, ainda, aos apoios complementares a conceder no âmbito do plano de formação complementar.

A ministra explicou ainda a aprovação de um novo escalão para as empresas com quebras de faturação entre os 25% e os 40%, sendo que nestes casos permite a redução do Período Normal de Trabalho até 33%.

No âmbito dos apoios à formação dos trabalhadores, o destaque vai para o aumento do valor da bolsa para o plano de formação previsto no diploma, passando de 66 para 132 euros para o empregador, e de 66 para 176 euros para o trabalhador.

Ana Mendes Godinho destacou ainda a existência de outros instrumentos de apoio, como os que existem no IEFP, onde o programa Ativar.pt, no segmento estágios, conta já com 2 mil candidaturas.

 

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