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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Explicador. Putin quis enfraquecer o controlo americano da NATO. Pode não gostar da Aliança que está a nascer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:47:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[América foi o escudo da NATO, mas também o seu travão. Se a Europa concluir que esse travão já não funciona, o risco para Moscovo pode deixar de estar apenas no Artigo 5º. Pode estar em tudo o que acontece imediatamente abaixo dele]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A perda de sinal GPS num <a href="https://executivedigest.sapo.pt/aviao-da-raf-com-ministro-britanico-perde-gps-e-internet-apos-alegada-interferencia-russa/">avião da RAF</a> que transportava o ministro britânico da Defesa, John Healey, durante um voo de três horas após uma visita a tropas britânicas na Estónia, voltou a expor uma das zonas mais sensíveis da segurança europeia: a chamada <a href="https://executivedigest.sapo.pt/russia-consegue-manipular-sinais-gps-ate-450-quilometros-dentro-da-europa-alerta-lituania/">‘zona cinzenta’</a> em que Rússia e NATO se confrontam abaixo do limiar de guerra aberta, escreve a &#8216;Newsweek&#8217;.</p>
<p>O avião aterrou em segurança e as autoridades não confirmaram se houve um ataque deliberado. Mas é precisamente essa ambiguidade que torna o episódio relevante. Não houve míssil, não houve invasão clássica de território aliado, não houve um gatilho evidente para o Artigo 5º da NATO. Ainda assim, a Aliança teve de decidir se estava perante um incidente grave.</p>
<p>Durante anos, a resposta da NATO a este tipo de episódios foi calibrada em Washington: prudente, lenta, jurídica e cuidadosamente desenhada para evitar escaladas. Segundo a análise da &#8216;Newsweek&#8217;, foi essa contenção que ajudou a tornar eficaz a estratégia russa de ‘zona cinzenta’.</p>
<p>A diferença é que essa lógica pode estar a mudar. Com a liderança americana mais incerta na era Trump e com os países europeus da linha da frente cada vez menos dispostos a esperar por consensos geridos por Washington, a NATO pode tornar-se menos previsível para Moscovo.</p>
<p>O conceito de ‘zona cinzenta’ descreve o espaço entre a paz formal e a guerra aberta. Inclui ciberataques, sabotagem, interferência eletrónica, incursões de drones, violações do espaço aéreo e ataques a infraestruturas, quase sempre com margem suficiente para dificultar uma atribuição imediata e inequívoca.</p>
<p>A NATO tem alertado que as ações hostis da Rússia contra aliados e parceiros, incluindo guerra híbrida, violações de espaço aéreo, ciberataques e sabotagem, estão a tornar-se mais frequentes. O International Institute for Strategic Studies também assinala ameaças crescentes no flanco oriental da Aliança, incluindo incursões de drones, sabotagem, fortificações, sistemas de vigilância e defesas aéreas de curto alcance.</p>
<p>O presidente checo, Petr Pavel, resumiu recentemente o problema ao jornal &#8216;The Guardian&#8217;: Moscovo aprendeu a aproximar-se “quase” do limiar do Artigo 5º, mantendo-se sempre ligeiramente abaixo desse ponto. Pavel defendeu que a NATO deve “mostrar os dentes” e admitiu respostas suficientemente firmes, incluindo medidas assimétricas.</p>
<p>Nem todos os incidentes ambíguos têm necessariamente assinatura russa. Mas o risco, sublinha a análise, é que a ambiguidade se transforme numa arma quando o ator mais cauteloso da Aliança trava sistematicamente a resposta coletiva.</p>
<p>Os Estados Unidos continuam a ser a espinha dorsal militar da NATO. A Europa depende fortemente das capacidades americanas em inteligência, vigilância, reconhecimento, reabastecimento aéreo, transporte estratégico e outros meios militares de topo. Também depende da escala do arsenal nuclear americano para dissuadir a Rússia.</p>
<p>Mas essa liderança teve sempre uma dupla função: proteção e travão. Washington deu força à NATO, mas também controlou o ritmo da escalada. A incerteza criada por Trump sobre o compromisso americano com a defesa coletiva altera esse equilíbrio. Quando questionado sobre o Artigo 5º, Trump respondeu que dependia da “definição” usada, uma formulação que aumentou a ansiedade entre aliados europeus.</p>
<p>A leitura habitual é que a hesitação americana favorece Moscovo, por enfraquecer a coesão da NATO. Mas a &#8216;Newsweek&#8217; sugere uma consequência menos confortável para Putin: essa mesma incerteza pode levar os países europeus mais expostos à Rússia a agir sem esperar sempre por Washington.</p>
<p>A Polónia é o exemplo mais visível. Em 2025, foi o país da NATO com maior despesa em Defesa em percentagem do PIB, com 4,48%, seguida pela Lituânia, Letónia e Estónia. Depois de drones russos entrarem no espaço aéreo polaco em setembro de 2025, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Radosław Sikorski, afirmou que a ideia de 19 violações acidentais “desafia simplesmente a imaginação”.</p>
<p>Sikorski chegou a defender que a NATO e a União Europeia deveriam ponderar uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia para proteger o espaço aéreo europeu, embora tenha sublinhado que a Polónia não poderia tomar essa decisão sozinha.</p>
<p>Também os países nórdicos e bálticos têm endurecido o discurso. Em abril, os ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo Nordic-Baltic Eight defenderam que a Europa tem uma “necessidade urgente” de assumir maior responsabilidade pelo seu futuro. No Mar Báltico, aliados criaram a missão Baltic Sentry após danos repetidos em infraestruturas submarinas, num contexto de crescente preocupação com a chamada frota-sombra associada à Rússia.</p>
<p>Estas movimentações ainda não equivalem a uma NATO europeia independente dos Estados Unidos. A dependência militar continua profunda. Mas mostram uma fase perigosa: a Europa está mais hostil à Rússia, mais impaciente com a ambiguidade e, em alguns casos, mais disposta a agir antes de ter controlo total sobre as consequências.</p>
<p>Moscovo nega muitas das acusações que alimentam este ambiente. O Kremlin rejeitou responsabilidade em episódios de interferência GPS envolvendo o avião da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em agosto de 2025. O Ministério da Defesa russo também negou intenções de atingir alvos em território polaco após a incursão de drones em setembro.</p>
<p>Mas os Governos não respondem a estes padrões como se estivessem num tribunal. Respondem sob pressão política, com radares ativos, alertas militares, aviões desviados, avisos a civis e restrições de voo. A repetição de episódios ambíguos pode ter o efeito oposto ao pretendido por Moscovo: em vez de paralisar a NATO, pode radicalizar os aliados mais próximos do perigo.</p>
<p>A questão central é que uma NATO dominada pelos EUA dava à Rússia um centro de gravidade visível e um árbitro superpotência capaz de conter impulsos europeus. Uma NATO mais europeia, mesmo continuando dependente do poder militar americano em caso de guerra maior, pode ser menos previsível na zona cinzenta.</p>
<p>As respostas possíveis abaixo do Artigo 5º não são irrelevantes. Podem incluir ciberoperações, reforço de sanções, inspeções marítimas, expulsões diplomáticas, operações contra sabotagem e regras mais duras de policiamento aéreo. Todas carregam risco de escalada, sobretudo se os países mais próximos da Rússia conseguirem impor uma resposta mais punitiva.</p>
<p>Putin tentou durante anos enfraquecer o controlo americano sobre a NATO. Mas a Aliança que pode emergir desse processo talvez não seja mais fácil de gerir. Pode ser mais fragmentada, mais europeia, menos paciente e mais inclinada a responder aos ataques híbridos antes que estes atinjam o limiar formal de guerra.</p>
<p>A América foi o escudo da NATO, mas também o seu travão. Se a Europa concluir que esse travão já não funciona, o risco para Moscovo pode deixar de estar apenas no Artigo 5º. Pode estar em tudo o que acontece imediatamente abaixo dele.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769355]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento Europeu saúda multa a Temu mas critica duração da investigação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:34:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Parlamento Europeu saudou hoje a multa de 200 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à plataforma chinesa Temu, mas considerou que a investigação demorou demasiado tempo, defendendo que são necessários mecanismos de escrutínio mais robustos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento Europeu saudou hoje a multa de 200 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à plataforma chinesa Temu, mas considerou que a investigação demorou demasiado tempo, defendendo que são necessários mecanismos de escrutínio mais robustos.</p>
<p>Em comunicado, a presidente da comissão parlamentar do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores, Anna Cavazzini, eurodeputada alemã do grupo político dos Verdes, saudou o facto de a Comissão Europeia ter &#8220;finalmente agido contra a violação sistemática, pela Temu, da lei europeia&#8221;.</p>
<p>&#8220;Isto mostra que a Lei dos Serviços Digitais permite alcançar progressos significativos na proteção dos consumidores. No entanto, a duração da investigação mostra claramente que a aplicação da lei está a ficar para trás em relação ao rápido desenvolvimento do setor do comércio &#8216;online'&#8221;, lamenta.</p>
<p>A eurodeputada frisa que &#8220;milhões de produtos continuam a chegar diariamente aos lares europeus, contornando controlos, e frequentemente violando normas europeias de segurança, ambientais e de proteção dos consumidores&#8221;.</p>
<p>&#8220;Precisamos de mais instrumentos, como a Lei da Equidade Digital, e de uma fiscalização robusta do mercado europeu para finalmente sujeitar as plataformas &#8216;gigantes&#8217; a um verdadeiro escrutínio&#8221;, defende.</p>
<p>Anna Cavazzini considera que as &#8220;plataformas de comércio eletrónico já não devem poder esconder-se atrás de cadeias de abastecimento opacas e da falta de responsabilização&#8221;.</p>
<p>&#8220;Quem ganha milhares de milhões no mercado europeu também tem de cumprir as regras europeias&#8221;, afirma.</p>
<p>A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.</p>
<p>Esta é a multa mais elevada alguma vez imposta pela Comissão Europeia ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais &#8212; a segunda mais alta, de 120 milhões de euros, foi aplicada à rede social X, detida pelo magnata Elon Musk, em dezembro de 2025.</p>
<p>A Temu considerou a multa &#8220;desproporcionada&#8221; e afirmou que irá agora &#8220;avaliar todas as opções disponíveis&#8221; ao seu dispor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769343]]></sapo:autor>
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		<title>Operação no Brasil visa tecnológicas que movimentaram 4,4 mil M€ para crime organizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:19:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A autoridade tributária e aduaneira do Brasil anunciou hoje que seis tecnológicas movimentaram 26 mil milhões de reais, o equivalente a 4,41 mil milhões de euros, para o crime organizado em quatro anos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A autoridade tributária e aduaneira do Brasil anunciou hoje que seis tecnológicas movimentaram 26 mil milhões de reais, o equivalente a 4,41 mil milhões de euros, para o crime organizado em quatro anos.</p>
<p>A revelação foi feita em conferência de imprensa durante a nova fase da Operação Carbono Oculto, apelidada Fluxo Oculto, conduzida pelo Ministério Público (MP) do estado de São Paulo e pela autoridade tributária e aduaneira (Receita Federal do Brasil).</p>
<p>A organização criminosa em questão é o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores fações do Brasil, que se especializou nos últimos anos em lavar dinheiro do crime no mercado formal, entre eles o setor de combustível.</p>
<p>As investigações apontaram que as &#8216;fintechs&#8217; (empresas de inovação tecnológica), sediadas no principal centro financeiro da cidade de São Paulo e do Brasil, continuaram a ocultar dinheiro do crime organizado, mesmo após o início da Carbono Oculto, em agosto do ano passado.</p>
<p>&#8220;Outras seis &#8216;fintechs&#8217; foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas, cujo início é a adulteração de combustíveis, sonegação fiscal na importação de nafta [derivado de petróleo]&#8221;, declarou o ministro da Fazenda (Finanças), Dario Durigan.</p>
<p>Ao todo, foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.</p>
<p>Os alvos da Fluxo Oculto são empresários, operadores financeiros, testas de ferro e pessoas ligadas ao setor de combustíveis.</p>
<p>O esquema criminoso de adulteração de combustíveis com nafta petroquímica resultou, segundo os investigadores, em 200 milhões de reais sonegados em impostos em dois anos, o equivalente a 33,9 milhões de euros.</p>
<p>Iniciada em 2025, a Operação Carbono Oculto revelou o avanço do crime organizado, principalmente do PCC, no ecossistema do mercado de combustíveis, instituições de pagamentos, de investimento e mercado imobiliário.</p>
<p>Os investigadores do MP de São Paulo identificaram que o esquema continuou a funcionar através da descoberta dessas seis novas &#8216;fintechs&#8217;, apontadas como &#8220;bancos paralelos&#8221; por lavarem dinheiro do PCC.</p>
<p>O grupo criminoso continuou a abrir novas empresas e, para tentar despistar ações de fiscalização e investigação, realizou trocas de membros dos quadros societários e transação constante de recursos entre &#8216;fintechs&#8217;.</p>
<p>Uma única &#8216;fintech&#8217; chegou a receber mil milhões de reais em depósitos em espécie entre 2022 e 2024, o equivalente a 169,9 milhões de euros, movimentação considerada atípica e suspeita pelos investigadores.</p>
<p>Roberto Augusto Leme da Silva (o Beto Louco) e Mohamad Hussein Mourad (o Primo) são apontados pelas autoridades brasileiras como responsáveis por articular o esquema de fraudes envolvendo o PCC e as &#8216;fintechs&#8217;.</p>
<p>Os dois são considerados foragidos e, mesmo morando fora do Brasil, fecharam, este mês, um acordo de delação com o Ministério Público do estado da Baía, após o MP de São Paulo recusar um acordo.</p>
<p>Conforme apurou a Lusa à época, os promotores do MP de São Paulo rejeitaram o acordo de delação por entenderem que &#8220;Beto Louco&#8221; e &#8220;Primo&#8221; omitiram informações sobre lavagem de dinheiro, conexões do esquema com o PCC e não forneceram nomes de polícias e de juízes corruptos.</p>
<p>A Operação Carbono Oculto no Brasil, iniciada o ano passado, ajudou o Governo brasileiro a ganhar força política para instituir uma norma que passou a exigir das &#8216;fintechs&#8217; o mesmo grau de transparência a que os bancos tradicionais estão obrigados perante as autoridades reguladoras.</p>
<p>Além disso, o Banco Central do Brasil passou a proibir que &#8216;fintechs&#8217; sem licença usem termos como &#8220;banco&#8221; e &#8220;bank&#8221;, para não confundir os consumidores e agentes do mercado.</p>
<p>Em relação à adulteração de combustíveis, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) intensificou fiscalizações pelo país, além de interditar postos de combustíveis e centros de distribuição controlados pelo PCC.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769334]]></sapo:autor>
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		<title>Trump quer ver o seu rosto numa nota de 250 dólares. Há uma lei com mais de 150 anos no caminho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:16:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Se avançar, seria a primeira vez em mais de 150 anos que uma pessoa viva surgiria numa nota americana]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Administração Trump pressionou o gabinete responsável pela impressão de dinheiro nos Estados Unidos para preparar uma nota de 250 dólares com o retrato do presidente, uma iniciativa que poderá esbarrar na lei americana, escreve o &#8216;The Washington Post&#8217;, citando quatro atuais e antigos funcionários. Se avançasse, seria a primeira vez em mais de 150 anos que uma pessoa viva surgiria numa nota americana.</p>
<p>De acordo com o jornal, dois nomeados políticos do Departamento do Tesouro — Brandon Beach, tesoureiro dos Estados Unidos, e Mike Brown, seu conselheiro sénior — terão pressionado repetidamente o Bureau of Engraving and Printing, a agência que desenha e imprime notas, para preparar protótipos da nova denominação.</p>
<p>A proposta surge no contexto das comemorações dos 250 anos da fundação dos Estados Unidos. A ideia seria criar uma nota comemorativa de 250 dólares com o rosto de Donald Trump, mas os funcionários da agência alertaram para dois obstáculos centrais: a legislação atual só permite representar pessoas já falecidas em notas americanas e a denominação de 250 dólares não está autorizada sem aprovação do Congresso.</p>
<p>Um dos modelos analisados mostrava o rosto de Trump no centro da nota, entre as assinaturas do presidente e do secretário do Tesouro, Scott Bessent. O desenho incluía ainda as cores da bandeira americana e um logótipo alusivo ao 250º aniversário do país.</p>
<p>O artista britânico Iain Alexander, que diz ter criado o modelo, afirmou ao &#8216;The Washington Post&#8217; que falou com Trump sobre o projeto e que o presidente aprovou alterações ao desenho original. “Ele gosta de me chamar o seu artista britânico favorito”, disse Alexander.</p>
<p>A presença de pessoas vivas em notas americanas está proibida desde 1866, depois de a imagem de um funcionário intermédio do Tesouro ter surgido numa nota de cinco cêntimos. No ano passado, foi apresentada no Congresso uma proposta legislativa para permitir que Trump aparecesse numa nota de 250 dólares, mas o texto ainda não avançou.</p>
<p>Em comunicado, o Departamento do Tesouro afirmou que o gabinete de impressão está a realizar “planeamento apropriado e diligência devida” em resposta à proposta legislativa. A mesma nota sublinha que, caso a medida seja aprovada e assinada, a agência estará a preparar-se para produzir uma nota comemorativa destinada a assinalar os 250 anos dos Estados Unidos.</p>
<p>Funcionários ouvidos pelo &#8216;The Washington Post&#8217; dizem, contudo, que a diretora do Bureau of Engraving and Printing, Patricia “Patty” Solimene, e outros responsáveis explicaram repetidamente que não havia autorização legal para avançar e que a criação de uma nova nota demoraria muito mais tempo do que o previsto pelos nomeados políticos.</p>
<p>Um dos funcionários disse que Solimene terá avisado que a agência não estava autorizada a prosseguir. “Não podemos avançar mais, e todas as partes interessadas ainda nem sequer se reuniram para discutir os próximos passos”, afirmou a fonte citada pelo jornal.</p>
<p>Solimene foi afastada abruptamente do cargo a 27 de abril e transferida para outro posto no Departamento do Tesouro. Num email de despedida obtido pelo &#8216;The Washington Post&#8217;, escreveu que deixava a função “com o coração pesado” e que a saída “não foi uma escolha” sua. Mike Brown foi entretanto nomeado diretor interino da agência.</p>
<p>O Tesouro negou que Brandon Beach tenha pedido aos funcionários que imprimissem a nota antes da aprovação do Congresso e recusou comentar a transferência de Solimene. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário do jornal.</p>
<p>A administração já avançou, no entanto, com outra alteração simbólica: notas de 100 dólares com a assinatura de Trump estão a ser impressas nas instalações da agência em Washington, segundo quatro funcionários citados pelo &#8216;The Washington Post&#8217;. Especialistas em moeda americana dizem que não há lei que impeça a inclusão da assinatura do presidente em notas.</p>
<p>O mesmo não acontece com a nota de 250 dólares. Larry R. Felix, antigo diretor do Bureau of Engraving and Printing, explicou que uma nota dessa denominação “não está autorizada por lei” sem um ato do Congresso. Além disso, criar uma nova nota exige anos de trabalho técnico, testes de segurança e coordenação com a Reserva Federal, os Serviços Secretos e parceiros privados.</p>
<p>Um antigo responsável lembrou que a criação de uma nova nota de 100 dólares, com dezenas de mecanismos contra falsificação, demorou mais de uma década. “Estes homens pensam que se pode imprimir qualquer coisa de um dia para o outro e que vai funcionar numa caixa multibanco. É uma loucura”, afirmou um dos funcionários citados pelo jornal.</p>
<p>A tentativa de criar a nota de 250 dólares enquadra-se num conjunto mais amplo de iniciativas de Trump para assinalar o 250.º aniversário da fundação americana. O presidente já propôs construir um arco triunfal de 250 pés, cerca de 76 metros, perto do Cemitério Nacional de Arlington, e um ‘Jardim dos Heróis’ em Washington com 250 estátuas.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, o congressista republicano Joe Wilson apresentou uma proposta para obrigar o secretário do Tesouro a imprimir notas de 250 dólares com um retrato de Donald Trump. O texto foi enviado para a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, mas ainda não teve audição.</p>
<p>O gabinete de Wilson agradeceu a Brandon Beach pelo apoio à proposta e afirmou que o congressista já falou várias vezes com o presidente da comissão para tentar fazê-la avançar. Segundo o mesmo gabinete, Scott Bessent e Trump também manifestaram apoio à ideia em várias ocasiões.</p>
<p>Por agora, a nota continua dependente do Congresso. Sem mudança na lei, Trump poderá ter a sua assinatura em notas de 100 dólares, mas não o seu retrato numa nova nota de 250 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769316]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios desde abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:01:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma média de 50 militares por dia estão a trabalhar desde abril na desobstrução de caminhos florestais nas zonas afetadas pela tempestade Kristin, num total de 500 quilómetros, segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma média de 50 militares por dia estão a trabalhar desde abril na desobstrução de caminhos florestais nas zonas afetadas pela tempestade Kristin, num total de 500 quilómetros, segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas.</p>
<p>Questionada pela agência Lusa, a porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas, Patrícia Fernandes, disse que desde abril os militares desobstruíram cerca de 500 quilómetros de caminhos em 10 municípios: Sátão, Proença-a-Nova, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Marinha Grande, Tomar, Vila de Rei e Batalha.</p>
<p>A desobstrução de caminhos, limpeza de terreno, criação de acessos novos, abertura de caminhos e &#8220;pontos de fuga&#8221; para os bombeiros nas estradas mais estreitas faz-se com recurso a maquinaria pesada, como retroescavadoras, niveladoras, máquinas de rasto e tratores, operadas por militares.</p>
<p>No terreno estão presentemente 10 destacamentos e a média de militares envolvidos não só nas operações de desobstrução de caminhos, mas também nas atividades de apoio e desenvolvimento é de 50 elementos por dia, disse.</p>
<p>A participação dos militares no âmbito das atividades do CIPO inclui ainda o levantamento e reconhecimento das áreas afetadas, reconhecimento e apoio geográfico para obtenção de coordenadas e georreferenciação.</p>
<p>A porta-voz sublinhou o &#8220;trabalho conjunto&#8221; com várias entidades realizado pelas entidades que integram o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), criado em abril pelo Governo, numa operação que visa mitigar o risco de incêndios com a aproximação da época crítica.</p>
<p>O CIPO, sediado nos Bombeiros Sapadores de Leiria, tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.</p>
<p>A redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.</p>
<p>Integram o CIPO, além do Estado-Maior General das Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o ICNF, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769322]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhadores da Estoril-Sol aprovam &#8220;formas de luta mais duras&#8221; por aumentos salariais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:57:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os trabalhadores da Estoril Sol decidiram hoje em plenário "avançar com formas de luta mais duras" se até 22 de junho a administração da empresa não avançar com propostas concretas de aumentos salariais, disse à agência Lusa fonte sindical.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os trabalhadores da Estoril Sol decidiram hoje em plenário &#8220;avançar com formas de luta mais duras&#8221; se até 22 de junho a administração da empresa não avançar com propostas concretas de aumentos salariais, disse à agência Lusa fonte sindical.</p>
<p>&#8220;Se até 22 de junho este processo não estiver já clarificado &#8211; com a existência de reuniões e uma posição da empresa face aos aumentos salariais e de outras cláusulas pecuniárias &#8211; os trabalhadores mandataram as organizações representativas para avançarem com formas de luta mais duras, mais incisivas&#8221;, afirmou Luís Baptista, do Sindicato de Hotelaria Sul.</p>
<p>A Lusa tentou obter um comentário da administração da Estoril Sol, que não respondeu até ao momento.</p>
<p>Perto de uma centena de trabalhadores da Estoril Sol (III) &#8212; Turismo, Animação e Jogo, que detém a concessão do Casino Estoril e do Casino de Lisboa, estiveram, segundo o sindicato, reunidos hoje em plenário entre as 11:15 e as 14:00 para exigir aumentos salariais imediatos e uma reunião urgente com a Comissão Executiva da empresa, que acusam de falta de diálogo e incompetência.</p>
<p>Segundo Luís Baptista, se o posicionamento da administração se mantiver, as novas formas de luta &#8220;podem passar pela organização de plenários em horas mais críticas de funcionamento [dos casinos], tendo em conta o número de jogadores e de clientes&#8221; e, &#8220;numa fase seguinte, não está excluída a marcação de uma greve na Estoril Sol, em julho&#8221;.</p>
<p>Em causa está o &#8220;profundo descontentamento&#8221; face à postura da Comissão Executiva da empresa, que dizem ser &#8220;marcada pela ausência de diálogo, pelo adiamento sucessivo de reuniões com as Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT) e pela falta de resposta às legítimas reivindicações dos trabalhadores, nomeadamente no que respeita ao aumento dos salários e das cláusulas de expressão pecuniária&#8221;.</p>
<p>As ORT denunciam ainda a &#8220;ausência total&#8221; da Comissão Executiva &#8220;na gestão diária da empresa&#8221;, assim como a inexistência de qualquer estratégia para o presente e para o futuro da Estoril Sol (III)&#8221; e a &#8220;incapacidade de assegurar o cumprimento das mais elementares obrigações legais&#8221;.</p>
<p>A prová-lo, apontam o incumprimento do prazo legal para a divulgação dos resultados anuais referentes ao exercício de 2025 e a não apresentação do orçamento para 2026.</p>
<p>&#8220;A incapacidade demonstrada pela administração para cumprir as suas obrigações legais ou as opções de gestão que decide seguir a cada momento não podem servir de desculpa para continuar a recusar a valorização dos rendimentos mensais dos trabalhadores&#8221;, sustenta o sindicato.</p>
<p>Os trabalhadores da Estoril Sol exigem um aumento salarial nominal de 56,38 euros para todos os trabalhadores, a subida do subsídio de alimentação em um euro por dia e a atualização de 5% dos subsídios de turno, prémio de línguas e abono para falhas.</p>
<p>Adicionalmente, reclamam a atribuição de 25 dias de férias a todos os trabalhadores, não dependentes da assiduidade, e a abertura imediata de um &#8220;verdadeiro processo negocial&#8221; dos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho em vigor na empresa.</p>
<p>Na sequência do plenário/concentração de hoje, foi entregue à Estoril Sol um abaixo-assinado &#8220;subscrito por centenas de trabalhadores com a exigência de aumentos salariais e respeito pelas ORT&#8221;.</p>
<p>Segundo Luís Baptista, &#8220;mais uma vez não estava ninguém com responsabilidades&#8221; para receber os representantes dos trabalhadores no Casino de Lisboa, frente ao qual decorreu a concentração, tendo o documento sido entregue a &#8220;um elemento do departamento de recursos humanos da empresa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para a semana faremos também a entrega do abaixo-assinado no Casino Estoril, na esperança de que aí possa haver alguém com responsabilidades para o receber&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Adicionalmente, o sindicato diz ter sido decidido pedir uma nova reunião presencial à Comissão Executiva da Estoril Sol, &#8220;para entregar os originais do baixo assinado e, finalmente, iniciar um processo de negociação reivindicativa para este ano&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769276]]></sapo:autor>
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		<title>Abrantes aprova pedido prévio para segundo centro de dados junto à central do Pego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:56:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Projeto prevê a instalação de um conjunto de edifícios destinados a um centro de dados junto à rotunda de Alvega, numa zona próxima do ponto de injeção de energia da antiga central a carvão do Pego]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Abrantes aprovou, por unanimidade, um pedido de informação prévia (PIP) para instalação de um segundo centro de dados no concelho, num projeto da Hyperion Renewables Services atraído pela capacidade de ligação elétrica da Central do Pego.</p>
<p>&#8220;Estamos a falar de outro centro de dados, desta vez da Hyperion&#8221;, disse à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, ao indicar que o executivo aprovou &#8220;essa intenção de construção ali de um grande edifício e de um grande investimento&#8221;, embora não esteja em causa a aprovação do projeto propriamente dito, &#8220;mas apenas&#8221; a viabilidade urbanística da instalação.</p>
<p>Segundo o autarca, o projeto prevê a instalação de um conjunto de edifícios destinados a um centro de dados junto à rotunda de Alvega, numa zona próxima do ponto de injeção de energia da antiga central a carvão do Pego, infraestrutura que considerou &#8220;estratégica&#8221; para captar investimentos de grande consumo energético.</p>
<p>&#8220;O ponto de injeção promove e incentiva todos estes investimentos&#8221;, declarou, defendendo que Abrantes &#8220;é seguramente um território de futuro&#8221; para projetos ligados à energia e aos centros de dados.</p>
<p>O ponto foi aprovado em reunião do executivo municipal realizada na terça-feira, no âmbito de um pedido de informação prévia sobre a possibilidade de instalação de &#8220;um conjunto de edifícios de serviços&#8221;, destinados &#8220;em concreto, a um centro de dados, com potência de ligação de 200 MVA&#8221;.</p>
<p>Na reunião, Valamatos sublinhou que o processo diz respeito &#8220;apenas&#8221; a uma &#8220;aprovação técnica do urbanismo&#8221; e não à aprovação do investimento em si.</p>
<p>&#8220;Não estamos aqui a aprovar esse investimento, estamos apenas a dizer que, do ponto de vista urbanístico, é possível aquele espaço servir para a sua implementação&#8221;, declarou.</p>
<p>O presidente da Câmara indicou ainda que o projeto já detém estatuto PIN &#8212; Projeto de Interesse Nacional &#8212; e revelou que a área prevista para construção ronda os 15 hectares.</p>
<p>Também na reunião, o vice-presidente da Câmara, João Gomes, explicou que o pedido foi submetido a parecer de diversas entidades, entre as quais APA, CCDR-LVT, REN, E-Redes, DGEG, ICNF, ANACOM, Infraestruturas de Portugal e Proteção Civil, tendo recolhido pareceres favoráveis condicionados.</p>
<p>Segundo João Gomes, a Agência Portuguesa do Ambiente condicionou o processo à entrega de um estudo de impacte ambiental na fase de licenciamento.</p>
<p>O autarca acrescentou que o município solicitou ainda um parecer jurídico adicional à CCDR-LVT para confirmar o enquadramento urbanístico da operação, tendo em conta a proximidade da infraestrutura energética do Pego.</p>
<p>De acordo com João Gomes, a parcela em causa tem &#8220;mais de um milhão de metros quadrados&#8221;, prevendo o projeto uma área de implantação de cerca de 151 mil metros quadrados e uma área de construção próxima dos 287 mil metros quadrados.</p>
<p>Contactada pela Lusa, fonte oficial da Hyperion II Renewables Services considerou &#8220;prematuro&#8221; avançar com detalhes do projeto, indicando apenas que se encontra &#8220;em fase de licenciamento &#8212; ambiental, municipal, entre outros&#8221;.</p>
<p>A empresa confirmou, contudo, tratar-se de &#8220;um projeto de &#8216;data center&#8217; com 200 MVA de potência de ligação a conectar-se ao futuro Posto de Corte de Abrantes, no Pego&#8221;, apontando para uma entrada em operação em 2029.</p>
<p>Este é o segundo projeto de centro de dados anunciado para o concelho de Abrantes, depois do investimento da EDC ONE Lda, previsto para os terrenos da antiga RPP Solar, junto à Central do Pego.</p>
<p>Em setembro de 2025, a Câmara de Abrantes aprovou a atribuição de isenções fiscais e taxas municipais no valor de 16,2 milhões de euros para esse projeto, associado a um investimento anunciado de sete mil milhões de euros.</p>
<p>O presidente da Câmara defendeu ainda que os investimentos ligados aos centros de dados podem ajudar a compensar o encerramento da central a carvão do Pego.</p>
<p>&#8220;As mais-valias para o território são a criação de muitas centenas de postos de trabalho, naturalmente a riqueza que estas empresas constituem para o território e os benefícios fiscais e contribuições que deixam no concelho e na região&#8221;, concluiu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769299]]></sapo:autor>
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		<title>Prejuízos da Metro do Porto quase duplicam para 26,5 milhões de euros em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:55:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os prejuízos da Metro do Porto quase duplicaram de 13,4 milhões de euros em 2024 para 26,5 milhões em 2025, segundo o Relatório e Contas da empresa, que dá conta de mais gastos com a subconcessão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os prejuízos da Metro do Porto quase duplicaram de 13,4 milhões de euros em 2024 para 26,5 milhões em 2025, segundo o Relatório e Contas da empresa, que dá conta de mais gastos com a subconcessão.</P><br />
<P>De acordo com o documento, em causa está uma diminuição do resultado líquido da transportadora em 97,1% para 26,5 milhões de euros, depois de uma melhoria entre 2023 (45,5 milhões de euros de prejuízo) e 2024 (13,4 milhões de prejuízo).</P><br />
<P>Apesar do aumento dos prejuízos, 2025 foi, ainda assim, o segundo melhor ano para a empresa dos últimos anos, dados os prejuízos de 91,1 milhões de euros em 2019, 90,7 milhões em 2020, 64,7 milhões em 2021, 46,2 milhões em 2022 e 45,5 milhões de euros em 2023.</P><br />
<P>Em 2025, a Metro do Porto registou um aumento de gastos no &#8220;principal contrato operacional da empresa&#8221;, o contrato de subconcessão (prolongado até março de 2027) com a ViaPorto (grupo Barraqueiro), que &#8220;apresenta um aumento de 43,4% equivalendo a mais 18,09 milhões de euros de gastos&#8221;.</P><br />
<P>Quanto a outros indicadores financeiros, a receita de exploração do Metro do Porto aumentou 4,9% (79,5 milhões de euros em 2024 para 83,4 milhões em 2025), tendo o custo da operação aumentado 29,8%, de 47,8 milhões de euros para 62,1 milhões.</P><br />
<P>Relativamente à taxa de cobertura global, esta diminuiu 24,2 pontos percentuais (140,3% para 116,2%), com base em rendimentos de 84,8 milhões de euros (mais 4,4% que em 2024) e gastos de 73,1 milhões (mais 26,1%).</P><br />
<P>Quanto ao investimento, avaliado por variação do ativo bruto, &#8220;em 2025 ultrapassou os 194,0 milhões de euros (189,7 milhões de euros se considerado o efeito da constituição e utilização de provisões)&#8221;, o que representa &#8220;uma ligeira redução face ao ano transato (4,3%)&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os grandes projetos de expansão da rede de Metro e BRT [metrobus] (excluindo material circulante ferroviário) corresponderam a 92,4% do valor do investimento apurado para o ano de 2025&#8221;, com as linhas Rosa e Rubi a serem &#8220;as mais representativas no valor do investimento apurado para 2025, com 94,1 e 75,0 milhões de euros, respetivamente&#8221;, correspondendo a 87,1% do investimento do ano.</P><br />
<P>Quanto aos indicadores de serviço, a produção da Metro do Porto aumentou em 4,6% quanto a veículos/quilómetro (unidade de medida que serve para quantificar a oferta disponibilizada e atividade operacional), passando de 9,178 milhões para 9,598 milhões, e também quanto a lugares/quilómetro (4,8%), de 2,1 para 2,2 mil milhões.</P><br />
<P>A velocidade comercial também aumentou ligeiramente, passando de 26 quilómetros por hora para 26,1, tendo a taxa de ocupação dos veículos descido em proporção idêntica, de 22,7% para 22,6%.</P><br />
<P>A Metro do Porto registou ainda 94,54 milhões de validações em 2025, mais 5,3% que em 2024, correspondente a 4,76 milhões de validações.</P><br />
<P>&#8220;Como fatores explicativos do aumento do número de validações é possível identificar: o efeito da extensão da Linha Amarela até Vila d&#8217;Este (três novas estações inauguradas em 28 de junho de 2024 e que, por isso, em 2025 estiveram em funcionamento durante muito mais dias do que no ano anterior); e também a política tarifária&#8221;, aponta a empresa liderada por Emídio Gomes.</P><br />
<P>O aumento de validações é também explicado &#8220;sobretudo pela variação do número de validações de utilizadores do tarifário Jovem: +6,14 milhões (variação de 32,2%)&#8221;, especialmente nas &#8220;validações no tarifário Jovem sub23: +4,00 milhões (variação de 38,0%)&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No início de dezembro de 2024 a gratuitidade dos passes, que até então se destinava apenas aos estudantes até aos 23 anos, passou a abranger todos os jovens até aos 23 anos, inclusive, independentemente de serem ou não estudantes&#8221;, recorda a Metro do Porto.</P><br />
<P>Em contrapartida, em 2025 &#8220;diminuiu o número de validações de clientes utilizadores do tarifário Normal (tarifário Andante sem qualquer tipo de desconto): -2,06 milhões, que equivalem a -3,6%&#8221;, e os tarifários destinados à terceira idade viram um aumento de 510 mil validações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769305]]></sapo:autor>
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		<title>UE rejeita papel de mediador entre Rússia e Ucrânia: “Não podemos ser neutros”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Kaja Kallas]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, foi clara: Bruxelas não pode tratar Moscovo e Kiev como partes equivalentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia continua a tentar definir o seu papel nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mas afasta a possibilidade de se apresentar como mediadora neutral. A posição foi discutida esta quinta-feira, no Chipre, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros, escreve o &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<p>A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, foi clara: Bruxelas não pode tratar Moscovo e Kiev como partes equivalentes. “Não podemos ser mediadores, não podemos ser neutros tratando ambas as partes de forma igualitária, porque claramente nos posicionamos ao lado da Ucrânia”, afirmou após a reunião.</p>
<p>A questão central é saber que papel poderá ter a União Europeia quando as negociações de paz forem retomadas. Entre os nomes associados a uma eventual representação europeia surgiram figuras como a antiga chanceler alemã Angela Merkel, o antigo secretário-geral da NATO Jens Stoltenberg e o antigo primeiro-ministro italiano Mario Draghi.</p>
<p>Mas, para já, os Estados-membros querem discutir primeiro o conteúdo das negociações e só depois a eventual escolha de um representante. A prioridade é definir o que exigir à Rússia antes de entrar no debate sobre quem poderá falar em nome da Europa.</p>
<p><strong>Porque é que a UE não quer ser mediadora?</strong></p>
<p>Para Kallas, a União Europeia não pode assumir uma posição de neutralidade porque está politicamente alinhada com a Ucrânia desde o início da guerra. A prioridade europeia, defendeu, deve ser reforçar a posição de Kiev antes de qualquer regresso à mesa de negociações.</p>
<p>“Qualquer acordo de paz deve reconhecer plenamente a soberania, a independência e o direito da Ucrânia de escolher as suas próprias alianças”, afirmou a chefe da diplomacia europeia, acrescentando que um cessar-fogo deve ser uma condição prévia.</p>
<p>Kallas avisou os Estados-membros para não caírem na “armadilha de Putin”, ao deixar que Moscovo condicione o debate à escolha dos interlocutores. Para a responsável europeia, o mais importante não é discutir quem se senta à mesa, mas sim com que estratégia e com que exigências.</p>
<p>“A Rússia quer que caiamos na armadilha de debater com quem conversa, escolhendo quem considera adequado ou não. Não vamos cair nessa armadilha”, afirmou. “Negociar é sempre um trabalho de equipa: há papéis rígidos, papéis mais flexíveis e uma estratégia para se sentar à mesa. É por isso que o conteúdo é muito mais importante do que quem negoceia.”</p>
<p><strong>Qual é a posição de Espanha?</strong></p>
<p>O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, alinhou com essa leitura. Para Madrid, o debate sobre um eventual negociador europeu ainda é “incipiente” e nenhum dos nomes referidos até agora foi verdadeiramente considerado.</p>
<p>Albares defendeu que a decisão deve caber primeiro à Ucrânia. “Devemos seguir os desejos da Ucrânia. Não podemos esquecer que a Ucrânia é um país soberano com um governo democraticamente eleito, então cabe a eles dizerem-nos o que querem”, afirmou.</p>
<p>Ainda assim, o ministro espanhol admitiu que, se Kiev pedir à UE uma voz própria junto da Rússia, essa poderá ser a opção correta. Mais do que um enviado especial, sublinhou, importa garantir que a Europa fala com “uma voz única”.</p>
<p><strong>Que condições quer a UE colocar?</strong></p>
<p>A ideia de uma posição comum foi também defendida por outros Estados-membros. Kallas insistiu que eventuais concessões pedidas à Ucrânia, nomeadamente limitações militares, também devem aplicar-se à Rússia. A Bélgica e a Itália apoiaram a necessidade de definir primeiro o conteúdo da posição europeia.</p>
<p>O ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Maxime Prévot, resumiu a prioridade: a UE precisa de uma decisão conjunta, não apenas sobre a eventual pessoa que a representará, mas sobre aquilo que pretende colocar em cima da mesa. A Alemanha, por sua vez, avisou que a Rússia “não dita as regras do jogo”.</p>
<p><strong>Há tensão com os Estados Unidos?</strong></p>
<p>A reunião no Chipre também deixou sinais de tensão indireta entre Bruxelas e Washington. Kallas sugeriu que os europeus permaneceram em Kiev apesar das ameaças russas contra embaixadas de aliados da Ucrânia, enquanto os Estados Unidos teriam saído.</p>
<p>“Nós ficamos, os americanos estão a ir embora”, afirmou. A embaixada americana em Kiev respondeu nas redes sociais, garantindo que permanece aberta e que não houve alterações nas operações. “Qualquer informação em contrário é falsa”, indicou.</p>
<p><strong>O que diz Moscovo?</strong></p>
<p>O Kremlin reagiu acusando a União Europeia de se transformar num “bloco político-militar” contra a Rússia. Num comunicado do Ministério da Defesa russo, Moscovo apontou para os planos europeus de reforço militar e afirmou que a UE pretende mobilizar mais de 800 mil milhões de euros nos próximos anos para aumentar as suas capacidades.</p>
<p>A Rússia destacou ainda o papel da Polónia e dos Estados Bálticos no aumento dos gastos com defesa, bem como a subida do investimento militar alemão, que Moscovo atribui ao “pretexto da ameaça russa”.</p>
<p><strong>O que fica desta reunião?</strong></p>
<p>A reunião confirmou que a União Europeia quer ter influência nas negociações de paz, mas não como mediadora neutral. O objetivo é falar com uma posição comum, proteger as condições consideradas essenciais por Kiev e evitar que Moscovo transforme a escolha dos interlocutores numa vantagem política.</p>
<p>A discussão sobre nomes continua em aberto. Mas, para os 27, a prioridade parece ser outra: definir uma estratégia europeia antes de qualquer regresso formal à mesa de negociações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769300]]></sapo:autor>
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		<title>Ozempic começou no estômago. Agora, os cientistas querem saber o que está a fazer ao cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, ficaram conhecidos pelo impacto no peso, no apetite e na diabetes. Mas a investigação está a entrar numa nova fase]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, ficaram conhecidos pelo impacto no peso, no apetite e na diabetes. Mas a investigação está a entrar numa nova fase: perceber se estes fármacos também estão a alterar circuitos cerebrais ligados à atenção, ao prazer, à dependência, à motivação e até à saúde mental, escreve o &#8216;The Washington Post&#8217;.</p>
<p>A dúvida ganhou força quando Allison Shapiro, professora assistente na Universidade do Colorado Anschutz, analisou exames cerebrais de adolescentes e jovens mulheres com uma perturbação hormonal dos ovários tratadas com GLP-1. Em poucos meses, as ligações cerebrais numa rede associada à atenção tinham aumentado. “Não esperávamos ver este efeito e não sabemos realmente o que significa”, afirmou.</p>
<p><strong>O que são os GLP-1?</strong></p>
<p>Os GLP-1 são medicamentos que imitam hormonas envolvidas no apetite, no açúcar no sangue e na digestão. Foram desenvolvidos para tratar diabetes e obesidade, mas o número crescente de utilizadores transformou estes fármacos numa espécie de grande experiência neurológica involuntária.</p>
<p>A categoria inclui medicamentos mais antigos para a diabetes, fármacos como Ozempic e Wegovy, que contêm semaglutido, e Mounjaro e Zepbound, que contêm tirzepatida. Este último atua sobre o GLP-1 e também sobre outra hormona metabólica, o GIP, uma diferença que alguns cientistas consideram relevante para compreender possíveis efeitos no cérebro.</p>
<p><strong>Porque é que os cientistas estão a estudar o cérebro?</strong></p>
<p>Durante anos, estes medicamentos foram vistos sobretudo como uma revolução metabólica. Ajudam a controlar a fome, o peso e o açúcar no sangue. Mas os recetores associados ao GLP-1 não existem apenas no intestino: estão espalhados por várias zonas do corpo, incluindo o coração e áreas profundas do cérebro.</p>
<p>A grande questão é saber se os medicamentos atuam diretamente no cérebro ou se produzem efeitos indiretos ao reduzir inflamação, melhorar o metabolismo e aliviar o stress físico sobre o organismo. Muitos investigadores suspeitam que as duas coisas possam acontecer ao mesmo tempo.</p>
<p>Uma das hipóteses em estudo é que os GLP-1 reduzam inflamação cerebral, ajudando a acalmar células imunitárias hiperativas que, quando ativadas repetidamente, podem contribuir para dano neuronal e declínio cognitivo. Outra linha de investigação sugere que estes medicamentos possam ajudar as células cerebrais a funcionar de forma mais eficiente e a resistir melhor ao stress.</p>
<p><strong>Podem alterar desejos, vícios e prazer?</strong></p>
<p>Uma das áreas mais promissoras é a dependência. Investigadores estudam se os GLP-1 conseguem reduzir o desejo por álcool, nicotina, opioides, cocaína, jogo ou episódios de compulsão alimentar. A ideia parte de uma possibilidade: estes fármacos podem diminuir a atividade dos circuitos de recompensa movidos pela dopamina, os mesmos que ajudam a definir o que dá prazer e o que o cérebro quer repetir.</p>
<p>Lorenzo Leggio, investigador do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA, estuda estes medicamentos como potencial tratamento para dependências desde antes da sua popularização. A sua equipa criou até um bar simulado, onde participantes são expostos a cheiros, imagens e estímulos associados ao álcool para medir em tempo real respostas físicas e comportamentais.</p>
<p>A Eli Lilly, fabricante de Mounjaro e Zepbound, lançou um grande ensaio clínico para avaliar se a tirzepatida pode ajudar no tratamento da perturbação por uso de álcool. Outros estudos importantes estão em curso noutras dependências.</p>
<p>Mas a mesma hipótese levanta uma pergunta delicada: se os medicamentos reduzem desejos destrutivos, poderão também reduzir desejos saudáveis? Alguns utilizadores relatam menos prazer, menos motivação, menor interesse por hobbies e menor desejo sexual. Por agora, a autoridade reguladora americana tem analisado dados de segurança e não concluiu que esse seja um problema generalizado.</p>
<p><strong>E quanto à memória e ao Alzheimer?</strong></p>
<p>A esperança de que os GLP-1 pudessem ajudar no Alzheimer sofreu um revés no final de 2025, quando a Novo Nordisk anunciou que um grande ensaio clínico de fase III não conseguiu mostrar uma desaceleração significativa do declínio cognitivo e funcional em doentes.</p>
<p>Ainda assim, alguns investigadores encontraram sinais subtis nos dados. Foram observadas pequenas alterações em biomarcadores do líquido cefalorraquidiano associados à neuroinflamação e à neurodegeneração. As mudanças eram modestas, mas suficientes para manter parte da comunidade científica interessada.</p>
<p>A questão agora é saber se estes medicamentos foram testados demasiado tarde no curso da doença. Alguns cientistas admitem que possam ser mais úteis numa fase preventiva ou inicial, em vez de funcionarem como tratamento para Alzheimer já estabelecido.</p>
<p><strong>Há efeitos na saúde mental?</strong></p>
<p>Também há interesse crescente na ligação entre GLP-1, metabolismo e saúde mental. Alguns doentes relatam menos ansiedade, menos pensamento compulsivo e melhoria do nevoeiro mental. Outros, pelo contrário, descrevem uma espécie de apagamento emocional.</p>
<p>Daniel Drucker, investigador da Universidade de Toronto e pioneiro no estudo destes medicamentos, diz que há muitos relatos anedóticos de pessoas tratadas para o açúcar no sangue que se sentiram mais felizes ou que viram o nevoeiro mental aliviar depois de uma dose. Mas a investigação ainda está numa fase preliminar e estes medicamentos não estão aprovados para tratar doenças psiquiátricas.</p>
<p>A investigação também está a avançar em áreas como a esquizofrenia, onde os GLP-1 podem ser úteis para contrariar aumento de peso e problemas metabólicos provocados por alguns antipsicóticos. Há ainda estudos a avaliar se medicamentos como a tirzepatida podem ajudar sintomas persistentes após infeção por covid-19, incluindo fadiga mental, ansiedade, depressão e problemas cognitivos.</p>
<p><strong>E nos adolescentes?</strong></p>
<p>As perguntas tornam-se mais sensíveis quando se trata de crianças e adolescentes. Em adultos, muitos efeitos dos GLP-1, incluindo a perda de peso, parecem reversíveis. Mas ainda não se sabe o que estes medicamentos podem significar para um cérebro em desenvolvimento.</p>
<p>No estudo da Universidade do Colorado, as imagens cerebrais de jovens com perturbação hormonal e metabólica sugeriram alterações de conectividade entre regiões do cérebro. Os investigadores sublinham, contudo, que ainda não sabem como esses sinais se traduzem em pensamento, comportamento ou saúde cerebral a longo prazo.</p>
<p>Shapiro alerta que não se pode assumir que os adolescentes respondam da mesma forma que os adultos. O verdadeiro teste, defende, será perceber se os efeitos no cérebro se mantêm depois de os jovens deixarem de tomar estes medicamentos.</p>
<p><strong>O que se sabe, afinal?</strong></p>
<p>O que se sabe é que os GLP-1 já não são apenas uma história de perda de peso. Estão a obrigar a medicina a olhar para a ligação entre intestino, metabolismo, inflamação e cérebro de forma integrada.</p>
<p>O que ainda não se sabe é talvez mais importante: se as alterações observadas são benéficas, neutras ou arriscadas; se persistem depois de parar o tratamento; se são iguais em adultos e adolescentes; e até que ponto podem afetar personalidade, prazer, motivação ou saúde mental.</p>
<p>A escala de utilização torna estas perguntas urgentes. Dezenas de milhões de pessoas tomam estes medicamentos em todo o mundo. A promessa é grande, mas a ciência ainda está a tentar perceber exatamente que portas estes fármacos abriram no cérebro humano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769294]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. França revoga dois séculos depois o Código Negro: a lei esclavagista de Luís XIV que tratava pessoas como propriedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Código Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Votação terminou com 254 votos a favor e nenhum contra, num momento simbólico que levou deputados às lágrimas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional francesa aprovou por unanimidade a revogação formal do Código Negro, o decreto de 1685 assinado por Luís XIV que regulou a escravatura nas colónias francesas e classificava pessoas escravizadas como propriedade. A votação terminou com 254 votos a favor e nenhum contra, num momento simbólico que levou deputados às lágrimas, relata a &#8216;AP News&#8217;.</p>
<p>A decisão segue agora para o Senado, onde os defensores da proposta esperam nova aprovação, embora ainda não haja data definida para a votação. Na prática, o Código Negro já não tinha força legal desde 1848, ano em que França aboliu definitivamente a escravatura. Mas nunca tinha sido formalmente retirado do corpo jurídico francês, uma omissão que muitos consideram difícil de aceitar quase dois séculos depois.</p>
<p><strong>O que era o Código Negro?</strong></p>
<p>O Código Negro, ou Code Noir, foi assinado em 1685 no Palácio de Versalhes para definir as regras da escravatura no império colonial francês. Começou por se aplicar às colónias francesas nas Caraíbas, como Martinica, Guadalupe e Saint-Domingue, atual Haiti, e foi mais tarde alargado à Guiana Francesa, à Louisiana e a ilhas do Índico, como Reunião e Maurícia.</p>
<p>O texto tinha 60 artigos e transformava seres humanos em bens móveis. O artigo 44 classificava as pessoas escravizadas como “propriedade móvel”, permitindo que fossem compradas, vendidas, hipotecadas ou transmitidas por herança, como terra, mobiliário ou outros bens.</p>
<p><strong>Porque era tão violento?</strong></p>
<p>O Código Negro regulava praticamente todos os aspetos da vida das pessoas escravizadas. O artigo 28 determinava que nada do que uma pessoa escravizada possuísse lhe pertencia realmente: tudo era considerado propriedade do senhor.</p>
<p>As punições eram brutais. Quem tentasse fugir podia ser marcado a ferro, mutilado e, à terceira tentativa, condenado à morte. O texto previa também pena capital para pessoas escravizadas que agredissem o senhor, a mulher ou os filhos deste de forma a deixar marca ou sangue.</p>
<p>A lei impunha ainda a religião católica, proibia a prática pública de outras religiões e determinava que a condição de escravizado passava pela mãe. Ou seja, uma criança nascida de uma mulher escravizada nascia também escravizada, mesmo que o pai fosse livre.</p>
<p><strong>Quantas pessoas foram afetadas?</strong></p>
<p>França foi responsável pelo terceiro maior tráfico transatlântico de pessoas escravizadas entre as potências europeias, atrás de Portugal e do Reino Unido. Segundo a &#8216;AP&#8217;, cerca de 1,4 milhões de africanos foram transportados por França para plantações coloniais.</p>
<p>Muitos foram enviados para plantações de açúcar, café, algodão e índigo, em condições tão letais que as mortes superavam os nascimentos. Em 1789, Saint-Domingue, atual Haiti, tinha cerca de 500 mil pessoas escravizadas e era considerada uma das colónias mais ricas do mundo, graças à produção de açúcar e café.</p>
<p><strong>Porque só agora foi revogado?</strong></p>
<p>A escravatura foi abolida em França em 1848, o que retirou eficácia prática ao Código Negro. Mas o texto nunca foi formalmente anulado. Para o deputado Max Mathiasin, da Guadalupe, autor da proposta, a revogação é uma forma de restaurar a humanidade dos antepassados escravizados perante uma República que se afirma fundada nos valores de liberdade, igualdade e fraternidade.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na semana passada que os 60 artigos do Código Negro “nunca deveriam ter sobrevivido à abolição da escravatura” no século XIX. Ainda assim, tal como presidentes franceses anteriores, Macron não apresentou um pedido formal de desculpas.</p>
<p><strong>O que aconteceu no Parlamento?</strong></p>
<p>O debate na Assembleia Nacional teve momentos emocionais. Steevy Gustave, deputado descendente de pessoas escravizadas da Martinica, defendeu que a revogação era necessária, mas insuficiente para reparar séculos de vidas destruídas.</p>
<p>“Não somos descendentes de escravos”, afirmou, em lágrimas. “Somos descendentes de seres humanos nascidos livres, depois reduzidos ao pior: reduzidos à escravatura.”</p>
<p>A votação unânime foi rara e teve sobretudo valor simbólico. O texto segue agora para o Senado, mas a sua eventual aprovação não mudará diretamente direitos ou regras práticas, uma vez que o Código já estava sem aplicação desde o século XIX.</p>
<p><strong>Porque é que a decisão continua a dividir opiniões?</strong></p>
<p>Para alguns, a revogação é um gesto histórico importante. Para outros, chega tarde e compromete pouco. A &#8216;AP&#8217; cita especialistas e ativistas que defendem que França ainda não enfrentou plenamente o legado colonial e esclavagista, sobretudo nos seus territórios ultramarinos.</p>
<p>Guadalupe, Martinica, Guiana Francesa e Reunião foram transformadas em departamentos franceses em 1946. Formalmente, são parte integrante da República. Mas continuam entre os territórios mais pobres de França, com desemprego muito superior ao da metrópole e fortes desigualdades sociais.</p>
<p>A questão das reparações também permanece em aberto. Macron admitiu recentemente que é uma discussão que França “não deve recusar”, mas evitou comprometer verbas, preferindo falar em verdade histórica, educação e trabalho de memória.</p>
<p><strong>O que fica por resolver?</strong></p>
<p>A revogação do Código Negro elimina formalmente uma marca jurídica da escravatura, mas não resolve o debate sobre racismo, desigualdade e herança colonial. Para críticos citados pela AP, o problema não está apenas no decreto de 1685, mas no modo como a escravatura continuou a projetar consequências sociais, económicas e políticas.</p>
<p>O gesto tem, por isso, dois significados. Por um lado, França retira finalmente dos seus livros uma lei que tratava seres humanos como propriedade. Por outro, a votação reabre uma pergunta mais difícil: o que significa reparar uma história que moldou territórios, riqueza, cidadania e desigualdades até ao presente?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769266]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ponte 25 de Abril cortada domingo de manhã no sentido Sul/Norte para assinalar 60º aniversário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:18:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Lusoponte referiu ainda que o passeio insere-se nas comemorações do 60.º aniversário da Ponte 25 de Abril, que se assinala este ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa à Margem Sul do Tejo, vai estar cortada ao trânsito no domingo entre as 08h30 e as 10h30, no sentido Sul/Norte, devido ao passeio Pedala Portugal, anunciou esta quinta-feira a Lusoponte.</p>
<p>&#8220;Com o objetivo de apoiar a realização do passeio Pedala Portugal, a ter lugar na Ponte 25 de Abril no próximo domingo, dia 31 de maio, o trânsito nesta ponte estará encerrado ao tráfego entre as 08:30 e as 10:30 no sentido Sul/Norte (Almada/Lisboa), e terá uma via encerrada no sentido Norte/Sul (Lisboa/Almada), entre as 08:00 e as 10:30&#8221;, indicou a concessionária da infraestrutura.</p>
<p>A Lusoponte referiu ainda que o passeio insere-se nas comemorações do 60.º aniversário da Ponte 25 de Abril, que se assinala este ano.</p>
<p>Segundo a organização do Pedala Portugal, o passeio não tem caráter competitivo e vai ligar as cidades de Lisboa, Almada e Oeiras.</p>
<p>Está ainda prevista uma outra edição, no Porto, no dia 21 de junho, com partida no Cais de Gaia, passagem pela Ponte D. Luís I e chegada junto ao Jardim do Passeio Alegre.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769281]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal de Contas aprova compra de 153 automotoras pela CP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:14:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP, num investimento de 1.064 milhões de euros que o Governo assegura ser o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP, num investimento de 1.064 milhões de euros que o Governo assegura ser o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.</p>
<p>O contrato assinado entre a CP &#8211; Comboios de Portugal e a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST, prevê a compra de 98 automotoras urbanas e 55 regionais, destinadas a modernizar e reforçar a oferta em todo o país, lembra o ministério das Infraestruturas em comunicado.</p>
<p>O reforço de material circulante inclui 117 automotoras iniciais e 36 adicionais, perfazendo agora um total de 153 unidades.</p>
<p>Com estas alterações, o valor do contrato passou de 746 milhões de euros para 1.064 milhões distribuídos entre 2025 e 2031.</p>
<p>Este reforço de material circulante foi igualmente antecipado, com a última entrega de comboios em 2031, ou seja, menos dois anos face ao contrato inicial.</p>
<p>&#8220;Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável&#8221;, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, citado em comunicado.</p>
<p>O governante defendeu que a &#8220;mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão&#8221; e que o executivo está a trabalhar para &#8220;trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta&#8221;.</p>
<p>Os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029 e terão também produção nacional, uma vez que o contrato prevê a instalação de uma fábrica em Matosinhos.</p>
<p>Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, está prevista a criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 1.500 indiretos, contribuindo para o reforço da indústria e de competências profissionais no setor ferroviário.</p>
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		<title>Onda de Calor atinge regiões a sul do Tejo, Mora chegou aos 40,3ºC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:14:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.</p>
<p>Segundo um balanço do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em Mora e Alvega (Abrantes) foram ultrapassados o anterior extremo absoluto de maio, os 40ºC (graus celsius) de Pinhão, a 30 de maio de 1953, e Termas de Monfortinho, nos últimos dois dias de maio de 2001.</p>
<p>Com dados atualizados hoje de manhã, o IPMA diz que 16 estações automáticas estão em situação de onda de calor.</p>
<p>Ainda que o período quente atinja todo o continente, a onda de calor começou no dia 20 de maio e verifica-se no Alentejo e vale do Tejo. No centro e no litoral a estação da Anadia também entrou em onda de calor, indica a informação do IPMA.</p>
<p>Em termos de número de dias a onda de calor é a oitava mais longa, com 7,9 dias. A mais elevada foi em 1964, com 9,7 dias. Quando à magnitude o episódio é o terceiro maior.</p>
<p>Segundo o IPMA, foram registados até agora 22 novos máximos da temperatura máxima do ar, um na terça-feira e os outros na quarta-feira. Também foram registados quatro novos máximos da temperatura mínima do ar.</p>
<p>O IPMA alerta para a elevada probabilidade de mais locais entrarem em onda de calor, especialmente da região norte e centro interior, e diz que há também forte probabilidade de a atual onda de calor se estender até aos primeiros dias de junho.</p>
<p>Uma onda de calor acontece quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, no respetivo mês.</p>
<p>Para se poder fazer a comparação usa-se um período de referência, atualmente o período 1991-2020.</p>
<p>O IPMA diz que as ondas de calor podem ocorrer em qualquer altura do ano mas que são mais notórias e sentidas pelos seus impactos quando ocorrem no verão.</p>
<p>Desde a década de 1940 (quando começou a haver mais dados) que há ondas de calor mas nos últimos 30 anos têm -se observado mais casos de ondas de calor extremo no verão do continente. O interior norte e centro e o Alentejo são as regiões mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769278]]></sapo:autor>
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		<title>EUA e Irão perto de memorando de 60 dias para prolongar cessar-fogo e reabrir negociação nuclear: falta apenas aprovação de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:54:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Informação foi avançada pela agência Axios]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Negociadores dos Estados Unidos e do Irão chegaram a acordo sobre um memorando de entendimento de 60 dias para prolongar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. A assinatura, porém, ainda depende da aprovação final de Donald Trump, avança o &#8216;Axios&#8217;, citando dois responsáveis americanos e uma fonte regional envolvida na mediação.</p>
<p>O memorando seria o avanço diplomático mais relevante desde o início da guerra, embora não resolva ainda as exigências de Washington sobre o programa nuclear iraniano. “É um acordo para pôr todos à mesa. Os detalhes serão trabalhados nas negociações”, afirmou um dos responsáveis americanos citados pelo &#8216;Axios&#8217;.</p>
<p>Segundo as mesmas fontes, os termos estavam praticamente fechados desde terça-feira, mas ainda dependiam de autorização política ao mais alto nível dos dois lados. Responsáveis americanos dizem que Teerão terá depois comunicado aos mediadores que tinha as aprovações necessárias e estava pronto para assinar. O Irão, contudo, não confirmou essa versão.</p>
<p>Os negociadores americanos informaram Trump sobre os detalhes finais, mas o presidente não deu luz verde imediata. “O presidente transmitiu aos mediadores que quer alguns dias para pensar no assunto”, afirmou um responsável americano.</p>
<p>O memorando prevê que, durante 60 dias, as partes prolonguem o cessar-fogo e iniciem negociações sobre os pontos mais sensíveis do dossiê nuclear iraniano. Entre os primeiros temas estarão o destino do urânio altamente enriquecido do Irão e a forma de lidar com o enriquecimento nuclear.</p>
<p>O texto deverá incluir também um compromisso iraniano de não procurar desenvolver uma arma nuclear. Do lado americano, Washington comprometer-se-á a discutir alívio de sanções e a libertação de fundos iranianos congelados no âmbito das negociações.</p>
<p>Outro ponto central é o Estreito de Ormuz. De acordo com os responsáveis americanos citados pelo Axios, o memorando indicará que a navegação naquela rota estratégica será “sem restrições”. Na prática, isso significaria ausência de taxas, ausência de assédio a navios e remoção de todas as minas do estreito pelo Irão no prazo de 30 dias.</p>
<p>O bloqueio naval americano também deverá ser levantado, mas de forma proporcional à reposição da navegação comercial. A rota é crítica para o comércio mundial de energia e tem estado no centro da escalada entre Washington, Teerão e os países da região.</p>
<p>Mesmo enquanto o acordo era finalizado, Estados Unidos e Irão envolveram-se em dois incidentes no Estreito de Ormuz nas últimas 48 horas, sinal de que o entendimento diplomático ainda convive com elevada tensão militar.</p>
<p>Um responsável americano afirmou que o Irão tem agora uma oportunidade para “libertar a sua economia” e que há pessoas no sistema iraniano que percebem a possibilidade de seguir “uma direção diferente”. “Vamos descobrir durante as negociações de 60 dias se é esse o caso”, acrescentou.</p>
<p>As fontes americanas garantem que não haverá acordos paralelos nem cláusulas secretas sobre sanções ou fundos destinados ao Irão. “Quanto mais os iranianos estiverem dispostos a ceder, mais receberão”, disse um dos responsáveis.</p>
<p>O histórico recente aconselha prudência. Trump e os seus conselheiros já acreditaram várias vezes estar perto de um entendimento durante fases anteriores da guerra, mas as conversações acabaram por bloquear. Desta vez, a diferença está no grau de detalhe do memorando e no facto de os mediadores acreditarem que Teerão já terá autorização para avançar. Falta, ainda assim, a decisão final de Trump.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769263]]></sapo:autor>
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		<title>Transporte aéreo de mercadorias sobe 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, revela IATA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[IATA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mercadorias]]></category>
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					<description><![CDATA[O transporte aéreo de mercadorias aumentou 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, coincidindo com o início da guerra no Irão, divulgou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O transporte aéreo de mercadorias aumentou 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, coincidindo com o início da guerra no Irão, divulgou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).</P><br />
<P>O mercado do transporte aéreo recuperou em abril (+4% em relação a abril de 2025), depois de ter registado uma contração no primeiro mês da guerra, em março (-4,8% em relação a março de 2025).</P><br />
<P>&#8220;O crescimento foi sustentado por fluxos comerciais asiáticos resilientes&#8221;, afirmou a IATA.</P><br />
<P>As companhias da região Ásia-Pacífico, que detêm uma quota de mercado mundial de cerca de 36%, viram assim os seus volumes crescerem 10,5% em termos homólogos em abril, mais do que as europeias (+6,0%) e norte-americanas (+5,0%), enquanto nas do Médio Oriente a procura caiu (-18,2%).</P><br />
<P>&#8220;O transporte aéreo de carga mantém, mais uma vez, o movimento das cadeias de abastecimento num contexto de perturbações no comércio&#8221;, sublinhou o diretor-geral da organização, Willie Walsh, citado no comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Os próximos meses serão um teste para ver até que ponto o setor consegue suportar uma incerteza geopolítica persistente e custos operacionais elevados&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O transporte aéreo de mercadorias representa menos de 1% do volume do comércio internacional, mas quase um terço do seu valor, oferecendo prazos de entrega curtos a preços elevados, para bens de elevado valor acrescentado.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769230]]></sapo:autor>
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		<title>Governo diz que portugueses querem reforma laboral e que confiam no parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[assembleia da república]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[reforma laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado do Trabalho defendeu hoje, em Lisboa, que os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e que confiam no parlamento para analisar a proposta e introduzir alterações, e deixou críticas ao PCP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado do Trabalho defendeu hoje, em Lisboa, que os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e que confiam no parlamento para analisar a proposta e introduzir alterações, e deixou críticas ao PCP.</p>
<p>&#8220;Os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e confiam no parlamento para, no tempo adequado, procederem à análise da proposta de lei e introduzir alterações, sempre com o pressuposto de manutenção e reforço dos direitos dos trabalhadores [&#8230;] e da conciliação do trabalho com a vida pessoal&#8221;, afirmou Adriano Rafael Moreira, na sessão plenária de hoje, na Assembleia da República.</p>
<p>O governante pediu que, durante o período de discussão pública da proposta, a ser fixado, seja disponibilizada a versão do documento utilizada nas negociações com os parceiros sociais, sublinhando que a que se encontra disponível &#8216;online&#8217; não é de fácil leitura.</p>
<p>Adriano Rafael Moreira referiu que, durante a discussão, foram apresentadas &#8220;dezenas de comentários de quem, claramente, não leu ou percebeu o documento&#8221;, enquanto outros apenas tentam impedir o debate &#8220;escondendo a sua ignorância ou por medo do progresso social&#8221;.</p>
<p>O secretário de Estado sublinhou que hoje, como há 500 anos, &#8220;sempre haverá Velhos do Restelo, mas também quem lute pelo progresso do país e pelo bem-estar dos portugueses&#8221;.</p>
<p>Adriano Rafael Moreira criticou ainda o PCP por querer impedir os trabalhadores de negociar o banco de horas com as entidades patronais, acrescentando que a proposta de lei reforça os direitos dos trabalhadores.</p>
<p>Durante a sua intervenção, o secretário de Estado fez ainda uma comparação entre 2024 e 2026, apontando o que considerou serem os principais avanços, como o salário mínimo em 920 euros, o maior aumento do salário médio entre as economias desenvolvidas, a regulação dos imigrantes e um Instituto do Emprego &#8220;próximo das pessoas&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, reiterou que é objetivo do Governo que o salário mínimo ascenda a 1.100 euros em 2029 e o salário médio a 2.000 euros.</p>
<p>&#8220;Os portugueses sabem que estes valores serão atingidos e confiam no Governo para que tome as medidas necessárias nesse sentido&#8221;, vincou.</p>
<p>A CGTP convocou para 03 de junho uma greve geral contra o pacote laboral, mas a UGT não se associou ao protesto.</p>
<p>O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.</p>
<p>O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.</p>
<p>PE/TS (PD) // CSJ</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769253]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Israel suspende relações com António Guterres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[Missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel suspendeu relações com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou o embaixador israelita na ONU, denunciando a decisão, ainda não pública, de incluir Israel numa &#8220;lista negra&#8221; relacionada com violência sexual em conflitos.   &#8220;Chegámos ao fim com este secretário-geral&#8221;, disse Danny Danon numa mensagem de vídeo publicada na plataforma X.</p>
<p>A missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano.</p>
<p>&#8220;O secretário-geral da ONU decidiu adicionar Israel à lista negra, juntamente com os terroristas do [grupo islamita palestiniano] Hamas&#8221;, acrescentou. As Nações Unidas incluíram Israel numa lista negra de perpetradores de violência sexual em zonas de conflito, mas que ainda não foi tornada pública.</p>
<p>O Serviço Prisional israelita está entre as várias entidades adicionadas à lista da ONU, de acordo com relatos dos meios de comunicação israelitas, juntamente com outras autoridades de Israel.</p>
<p>O difícil relacionamento entre Telavive e a ONU deteriorou-se significativamente após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, e a retaliação do exército israelita na Faixa de Gaza.</p>
<p>As autoridades israelitas cortaram todos os laços com a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), que acusam de estar infiltrada pelo Hamas.</p>
<p>Desde então, António Guterres ficou cada vez mais distante do Governo israelita, com o primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, a não responder aos telefonemas do líder da ONU desde 07 de outubro de 2023.</p>
<p>Em outubro de 2024, as autoridades israelitas declararam Guterres como &#8220;persona non grata&#8221;, proibindo a entrada do líder da ONU em Israel.</p>
<p>Telavive argumentou na ocasião que Guterres não tinha condenado inequivocamente os ataques conduzidos contra Israel.</p>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Netanyahu dá ordens ao exército para tomar 70% da Faixa de Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro israelita ordenou ao Exército que ignore os termos do cessar-fogo que começou em outubro e assuma o controlo de 70% da Faixa de Gaza, segundo um vídeo divulgado por uma televisão local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro israelita ordenou ao Exército que ignore os termos do cessar-fogo que começou em outubro e assuma o controlo de 70% da Faixa de Gaza, segundo um vídeo divulgado por uma televisão local.</P></p>
<p><P>&#8220;Neste momento, temos o [movimento islamita] Hamas pela garganta. Controlamos agora 60% do território da Faixa [de Gaza]. Como sabem, estávamos nos 50% [após a entrada em vigor do cessar-fogo], passámos para 60%, e a minha diretiva é chegar aos [&#8230;] 70&#8221;, declarou Benjamin Netanyahu durante uma conferência na Cisjordânia ocupada, da qual o canal 12 divulgou um excerto na Internet.</P></p>
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		<title>Papa interrompe saudação aos fiéis para assistir peregrino que passou mal devido ao calor extremo (com imagens)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[papa leão xiv]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano]]></category>
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					<description><![CDATA[Até ao momento, não são conhecidas informações adicionais sobre se o homem precisou de assistência médica posterior]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Papa interrompeu por momentos o cumprimento aos fiéis para se aproximar de um peregrino que se sentiu mal, num momento captado em vídeo e que mostra a equipa do Vaticano a prestar assistência no local.</p>
<p>Nas imagens, o pontífice surge ajoelhado junto do homem, enquanto elementos da comitiva e funcionários do Vaticano tentam ajudá-lo a recuperar. O episódio ocorreu durante uma saudação pública aos fiéis, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre a identidade do peregrino nem sobre o seu estado de saúde.</p>
<p>Depois de permanecer junto do homem, o Papa regressou ao contacto com as pessoas presentes. Pouco depois, o peregrino foi retirado do local numa cadeira de rodas por elementos da equipa do Vaticano.</p>
<p>As imagens mostram ainda que os funcionários procuraram protegê-lo do sol com um guarda-sol enquanto era afastado da zona onde decorria o cumprimento aos fiéis.</p>
<p>Até ao momento, não são conhecidas informações adicionais sobre as circunstâncias em que o homem se sentiu mal, nem se precisou de assistência médica posterior. O vídeo, porém, registou o gesto do Papa, que se ajoelhou junto do peregrino antes de prosseguir a saudação.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Imagine fainting and the first thing you see after opening your eyes is Peter … <a href="https://t.co/GrXIPURqUm">pic.twitter.com/GrXIPURqUm</a></p>
<p>&mdash; Catholic Sat (@CatholicSat) <a href="https://x.com/CatholicSat/status/2059967370932703709?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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