A Fixando, plataforma online que facilita a contratação de serviços locais, perguntou a 18.600 profissionais portugueses como correu o terceiro trimestre deste ano e os resultados não são optimistas: 54% dos profissionais de serviços não ganhou um euro entre Julho e Setembro, levando a Fixando a afirma que o “sector terciário está em ruptura total” e que “a pandemia e o Estado de Calamidade estão a ter um efeito devastador”.
Entre os que tiveram rendimentos, os lucros médios mensais baixaram de 1.026 euros em 2019 para 746 euros este ano. Olhando para o último trimestre de 2020, o objectivo dos profissionais inquiridos é atingir lucros de 800 euros por mês. No próximo ano, esperam que o caminho seja de recuperação e que possam chegar aos 1.117 euros.
A Fixando revela ainda que 22% dos profissionais assume ter recorrido a ajudas governamentais, com as moratórias e créditos a destacarem-se (57%). Seguem-se os mecanismos de lay-off (39%) e o subsídio de desemprego (22%). Há também quem tenha recorrido a outro tipo de ajudas, nomeadamente MOE, créditos bancários, segurança social (17%).
O mesmo inquérito mostra que 43% dos prestadores de serviços não tem capacidade para sobreviver mais do que três meses. «Mais apoios à manutenção dos postos de trabalho, flexibilização para pagamento de impostos, apoios da banca mais alargados com medidas de apoio a Investimento para microempresas», pede um profissional da área de Bem-Estar, citado pela Fixando.




