Lula da Silva, o antigo presidente brasileiro e apontado como favorito a voltar à presidência nas eleições no final deste ano, considerou que Volodymyr Zelensky partilha a responsabilidade pela guerra no seu país por não ter negociado mais com a Rússia. Numa entrevista concedida à revista Time no final de março, mas que só foi publicada esta quarta-feira, Lula também atribui culpas a Joe Biden.
“Vejo o presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse a festejar, a ser aplaudido de pé por todos os parlamentos. Este tipo é tão responsável como Putin pela guerra. Porque numa guerra não há apenas um culpado. O presidente da Ucrânia podia ter dito: ‘Vá lá, vamos parar de falar deste assunto da NATO, e da entrada na União Europeia por algum tempo. Primeiro, vamos dialogar um pouco mais’”, sugeriu o antigo líder brasileiro.
O petista prossegue com as críticas a Zelensky, definindo o seu comportamento como “um pouco esquisito” por parecer que “faz parte de um espetáculo”. “Ele aparece na televisão de manhã, de tarde, à noite, aparece no parlamento inglês, alemão e francês como se estivesse a fazer uma campanha”, salientou.
Lula da Silva condenou a invasão russa, mas argumentou que os líderes ocidentais podiam ter feito mais para evitar o conflito, principalmente Joe Biden, que na opinião de Lula devia ter viajado para “Moscovo para falar com Putin”. “Os Estados Unidos tem muita influência política. E Biden podia ter evitado a guerra, não incitá-la”, defendeu o petista.
A Organização das Nações Unidas também não foi poupada nas críticas de Lula da Silva, que referiu que a ONU “não representa mais nada” e “não é levada a sério pelos governantes”.
Anteriormente, Lula já tinha sugerido que resolvia a guerra na Ucrânia com cervejas num bar, uma afirmação que mereceu diversas críticas.













