Zelensky aponta dedo à Nestlé por manter relações comerciais com a Rússia

O ​​presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apontou o dedo à Nestlé durante um discurso dirigido à população da Suíça, dizendo que esta se recusa a deixar a Rússia mesmo após os ataques à Ucrânia.

André Manuel Mendes

O ​​presidente ucraniano Volodymyr Zelensky apontou o dedo à Nestlé durante um discurso dirigido à população da Suíça, dizendo que esta se recusa a deixar a Rússia mesmo após os ataques à Ucrânia.

Zelensky sublinhou que não se trata apenas de um ataque à Ucrânia, e relembrou que a Rússia ameaçou recentemente outros países europeus. “Mesmo agora quando há ameaças da Rússia a outros países europeus. Não apenas a nós. Quando há até chantagem nuclear da Rússia”, disse o Presidente da Ucrânia.



Por seu lado, a empresa suíça do setor da alimentação e bebidas Nestlé defende-se dizendo que realizaram mudanças radicais desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

“Reduzimos significativamente as atividades na Rússia: interrompemos todas as importações e exportações da Rússia, exceto produtos essenciais”, disse um porta-voz da Nestlé em comunicado à ‘CNN.’ “Não fazemos mais investimentos ou divulgamos os nossos produtos. Não temos lucro com as restantes atividades”.

Com mais de 7.00 trabalhadores na Rússia, muitos deles locais, a Nestlé justifica que o “facto de nós, como outras empresas alimentícias, fornecermos alimentos importantes à população não significa que continuemos como antes”, explicou a Nestlé, acrescentando que são das poucas empresas de alimentos ativas na Ucrânia e “às vezes até conseguimos distribuir alimentos em Kharkiv”.

A Nestlé informou recentemente que suspendeu todos os investimentos de capital na Rússia, depois de outras empresas do setor terem feito o mesmo perante a pressão que enfrentam dos consumidores.

A empresa já tinha dito que tinha parado as campanhas de publicidade na Rússia e, apesar da nova medida, vai continuar a fornecer os produtos alimentares essenciais à região.

As empresas de bens de consumo não têm suspendido totalmente as operações na Rússia, contrariamente ao que temos visto relativamente a empresas financeiras e de petróleo e gás, por exemplo, pois argumentam que o povo russo depende dos seus produtos no quotidiano.

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