O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a afirmar que o futuro do seu país passa inevitavelmente pela adesão à União Europeia, defendendo simultaneamente um alargamento mais ambicioso do bloco comunitário. Segundo o jornal espanhol 20 minutos, o líder ucraniano considera que a entrada conjunta da Ucrânia, Turquia, Reino Unido e Noruega reforçaria significativamente a segurança e o peso geopolítico da União.
Numa entrevista à United News, Zelensky foi claro ao afirmar que “não há alternativa” à integração da Ucrânia na União Europeia, apesar dos desafios internos e da ausência de um calendário definido por Bruxelas. Kiev aponta para 2027 como uma meta possível, mesmo continuando a enfrentar a invasão russa.
O presidente sublinhou ainda que a Ucrânia já está a contribuir para o fortalecimento da União, especialmente no domínio da segurança, atualmente uma prioridade central para os Estados-membros.
Proposta de um bloco europeu mais forte
Zelensky foi além da defesa da adesão ucraniana e propôs uma visão mais ampla para o futuro da Europa. Na sua perspetiva, uma União Europeia que incluísse também a Turquia, o Reino Unido e a Noruega seria “a mais forte do mundo”, sobretudo em termos de segurança.
Segundo o 20 minutos, o líder ucraniano destacou o potencial militar conjunto destes países, afirmando que a Ucrânia e a Turquia, em particular, teriam uma capacidade superior à da Rússia em áreas estratégicas como o controlo do Mar Negro e do espaço aéreo.
Apesar da ambição, o cenário traçado por Zelensky enfrenta vários entraves políticos. As negociações de adesão da Turquia estão praticamente estagnadas há quase uma década, apesar de Ancara ser candidata desde 1999. Já o Reino Unido, após o Brexit, não demonstra intenção de regressar à União Europeia, embora tenha reforçado a cooperação com Bruxelas em programas como o Erasmus.
Por sua vez, a Noruega mantém uma relação próxima com a União através de acordos económicos e de cooperação, mas sem integrar formalmente o bloco.
Segurança no centro da visão europeia
Zelensky reconhece as dúvidas existentes, mas mantém a convicção de que estes quatro países seriam determinantes para reforçar a segurança europeia a longo prazo. A Turquia, por exemplo, continua a ser um pilar estratégico da NATO, não só pela sua localização geográfica, mas também por possuir o segundo maior exército da Aliança Atlântica.
Ainda assim, o presidente ucraniano insiste que a União Europeia precisa de se adaptar ao novo contexto internacional. Para Kiev, a integração destes países não é apenas desejável, mas essencial para garantir estabilidade e força num cenário global cada vez mais desafiante.













