XXVII Barómetro Executive Digest: Rui Soucasaux Sousa, Católica Porto Business School

A análise de Rui Soucasaux Sousa, Dean da Católica Porto Business School

A maior parte dos inquiridos (67%) prevê um crescimento do volume de negócios em 2022, sendo que 71% estima ter já atingido pelo menos 80% do volume de negócios verificado na altura do primeiro confinamento (março 2021). No entanto, este panorama de recuperação é heterogéneo, já que 23% das empresas espera ter em 2022 uma diminuição do volume de negócios em relação a 2021. A pandemia parece ter operado mudanças profundas nas organizações, com destaque para a aquisição de maiores níveis de agilidade, em parte com base na digitalização. Todas as empresas esperam um crescimento dos seus custos operacionais no 4º trimestre de 2022 (face ao período homólogo de 2021), 47% delas com um valor bem superior ao da inflação prevista para 2022. No entanto, cerca de metade das empresas (47%) não repercutiu o aumento de custos nos seus preços de venda. Significativamente, quase metade das empresas (47%) não considera adequadas as medidas preconizadas pelo Governo no pacote de apoio decorrente do atual cenário geopolítico.
Em resumo, apesar de se ter verificado uma recuperação geral do volume de negócios no pós-pandemia, o contexto permanece adverso, com outlooks diversificados, porventura conforme o setor de atividade das empresas. Olhando para o futuro, emergem quatro grandes oportunidades de investimento, em paridade: liderança e retenção de talento, transformação digital, R&D e inovação, e sustentabilidade. Permanecem importantes obstáculos geopolíticos ao crescimento em novos mercados, tais como o risco do país e a legislação aplicável.

Testemunho publicado na edição de Novembro (nº. 201) da Executive Digest, no âmbito da XXVII edição do seu Barómetro.




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