XXVI Barómetro Executive Digest: Steven Braekeveldt, Ageas

A análise de Steven Braekeveldt, CEO da Ageas

A minha primeira conclusão, e que não deixa de ser uma boa surpresa, é a de que os gestores portugueses encaram com optimismo o actual quadro económico – quase 70% prevêem um aumento do seu volume de negócios até ao final do ano, o que atesta a estabilidade e a robustez de sete em cada 10 empresas. E as expectativas relativamente à evolução das vendas parecem corroborar o optimismo manifestado. Todavia, e apesar de mais de 70% das empresas pretenderem manter ou reforçar os seus investimentos, o barómetro também reflecte a preocupação dos gestores relativamente à falta de mão-de-obra qualificada, ao preço das matérias-primas, impacto do aumento dos preços das energias e das taxas de juro. Acrescem a guerra, e as suas incertezas e impacto, e o aumento da inflação como factores condicionantes dos resultados e da sobrevivência das empresas. Neste cenário, os gestores consideram que o Governo deve actuar na mitigação dos preços da energia e com uma nova política fiscal para as empresas. Por fim, os gestores coincidem na ideia da desburocratização do sistema de saúde, tornando-o mais horizontal, e revalorizando os seus profissionais. Estes são dois passos essenciais para criar mais acesso para os cidadãos, que deve ser a referência de todas as decisões em saúde e nortear os compromissos que prestadores públicos e privados venham a desenvolver. O futuro da saúde é, também, o futuro dos portugueses.

Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 199) da Executive Digest, no âmbito da XXVI edição do seu Barómetro.




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