XXVI Barómetro Executive Digest: João Almeida Lopes, Medinfar

A análise de João Almeida Lopes, CEO da Medinfar

Atendendo às respostas do barómetro, parece claro que grande maioria das empresas apresenta uma trajectória bastante positiva em 2022 (quase 70% prevê um crescimento superior a 10%, sendo que 25% prevê um crescimento superior a 20% este ano). São números de crescimento relevantes, ainda que as previsões para o último trimestre já apresentem algum abrandamento, mas ainda assim com muitas empresas a crescer a dois dígitos. Se recuarmos um ano, dificilmente a maioria das empresas apresentaria previsões de crescimento tão altas. A realidade é que apesar do aumento generalizado de custos, referidos como um dos principais desafios que as empresas têm enfrentado (energia, matérias-primas, mão-de-obra, etc.), o mesmo pode ter sido compensado pela acentuada retoma económica. Quando encaramos 2023, a grande questão que se coloca, é se as empresas serão capazes de continuar a gerar valor e crescimento, tendo em conta o contexto económico, num cenário de inflação incerta, mas elevada. Será que a procura irá continuar a permitir os crescimentos que assistimos em 2022? Dificilmente. É difícil traçar números para 2023, mas parece claro que a generalidade das empresas terá um desafio pela frente. Perante os desafios, é importante que o enquadramento político seja favorável. Aparentemente, e segundo o recente acordo na concertação social, parece haver abertura por parte dos nossos governantes para o desenvolvimento das empresas, mas é fundamental que se encontrem mecanismos para que o crescente aumento de custos não coloque em causa o racional económico de crescimento das empresas, assim como a sua capacidade de continuar a investir com vista a um futuro promissor.

Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 199) da Executive Digest, no âmbito da XXVI edição do seu Barómetro.




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