XXV Barómetro Executive Digest: José Gonçalves, Accenture Portugal

A análise de José Gonçalves, Presidente da Accenture Portugal

As conclusões deste último barómetro são reflexo de dois acontecimentos que marcam o nosso contexto actual: por um lado, superada a pandemia, foi visível a retoma da economia portuguesa e das empresas nacionais, com 80% dos inquiridos a declarar que vão crescer a nível de facturação e volume de negócios em 2022, e por outro vemos que já se sente algum impacto da guerra na Ucrânia, com 55% dos executivos a referir o tema do aumento de custos, que se tende a agravar, com a subida da inflação e a disrupção das cadeias de valor. Neste sentido, e se considerarmos os maiores desafios aqui apontados, diria que Portugal deverá apostar em três tópicos chave para ser mais competitivo:

1. Fomentar o crescimento económico, apoiando a recuperação dos sectores mais afectados nos últimos dois anos e meio, além de minimizar os efeitos da guerra através de algumas medidas específicas. Além disso, e como já tenho referido algumas vezes, temos claramente de incentivar a criação de mais “grandes empresas”;

2. Captar mais investimento estrangeiro, em especial em áreas de negócio de valor acrescentado, como são os centros tecnológicos e de competências (referidos por 57% dos inquiridos como o sector com maior potencial para crescimento do PIB), além da oportunidade que existe para a Administração Pública na aceleração da sua transformação digital, reduzindo custos e contribuindo para o aumento da produtividade, além da redução de burocracia (também para o talento estrangeiro que decide instalar-se em Portugal).

3. E por último, atrair e reter o melhor talento, referido como o maior desafio das organizações nacionais, e aqui é vital acelerar a qualificação das pessoas, aumentando a formação superior de jovens, promovendo a vinda de trabalhadores qualificados ou de jovens estrangeiros para as nossas universidades e a reconversão de trabalhadores para aumentar a base de talento nacional em áreas essenciais para as empresas tecnológicas, em que há escassez de mão-de-obra em Portugal.

Testemunho publicado na edição de Agosto (nº. 197) da Executive Digest, no âmbito da XXV edição do seu Barómetro.

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