XXIII Barómetro Executive Digest: José Miguel Leonardo, Randstad Portugal

A análise de José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal

A pandemia ensinou-nos a ser cautelosos, a planear dia-a-dia, a não antecipar cenários nem demasiado optimistas nem tão pessimistas quanto se poderia prever. E, por isso, a forma como olhamos para estes números é com optimismo cauteloso. Optimismo por vermos a retoma de alguns sectores económicos, a atingir já números pré-pandémicos, mas também cautela ao observar que a grande maioria considera atingir estes valores apenas no ano de 2023. Isto porque quando pensávamos que aos poucos estaríamos a retomar uma certa normalidade a nível social e económico, surge uma guerra, e com ela um conjunto de outros – e talvez até maiores – desafios que se avistam para a sociedade como um todo e com um forte impacto no tecido económico mundial e nacional. Falamos aqui dos efeitos que a inflação e a subida das taxas de juro irão ter a médio-longo prazo e igualmente do impacto significativo que o aumento dos custos energéticos irá trazer para cima da mesa como uma preocupação para as empresas. É importante que estas coloquem em curso acções que visem reforçar a sua resiliência e que estejam preparadas para um futuro que se adivinha ainda incerto. E daí a importância de apostar na inovação e na capacitação da sua força de vendas, sem nunca esquecer o foco nas pessoas e na importância que estas assumem na continuidade e crescimento do negócio.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 193) da Executive Digest, no âmbito da XXIII edição do seu Barómetro.



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