XXIII Barómetro Executive Digest: António Bico, Zurich

A análise de António Bico, CEO da Zurich em Portugal

Há muito a fazer dentro das organizações. Áreas como os modelos de trabalho flexíveis, a gestão de talento e requalificação de competências ou a saúde mental ganharam renovada dimensão nos últimos dois anos e terão de continuar nas prioridades dos líderes. A pandemia acelerou a flexibilidade dos modelos de teletrabalho e muitas empresas estão a adoptar modelos híbridos como forma de se tornarem mais ágeis, de proporcionarem maior equilíbrio aos seus colaboradores e de reduzirem as suas emissões de carbono. É também evidente que as organizações têm um compromisso acrescido em providenciar segurança e protecção às suas pessoas e em criar condições para que cada uma delas alcance o seu potencial de talento, nomeadamente através da qualificação e requalificação profissional. A promoção da saúde mental, sem preconceitos e sem tabus, passa a ser parte integrante e relevante da cultura organizacional. Trabalhar a saúde mental de forma preventiva e sustentada é conseguir ser um protagonista da mudança dos estigmas associados às súbitas incertezas que o mundo nos continuará a “oferecer” e elevar a possibilidade de melhor gerir os momentos de crise, reforçando a transversalidade colaborativa, numa ambiência integrada de diversidade e inclusão. Quando bem geridas, estas três áreas trazem muito mais oportunidades de sucesso às organizações do que riscos. Todas elas influenciam a cultura organizacional que é também a base de evolução de qualquer organização.

Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 193) da Executive Digest, no âmbito da XXIII edição do seu Barómetro.



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