XXII Barómetro Executive Digest: Pedro Afonso, VINCI Energies Portugal

A análise de Pedro Afonso, CEO da VINCI Energies Portugal

Globalmente, as perspectivas de crescimento apresentam-se como muito positivas. Após dois anos – sobretudo o ano de 2020 – que preferíamos que tivessem sido diferentes, existe uma sensação de algum optimismo, e isto já no primeiro trimestre. Podemos questionar se será sazonalidade, ou se haverá mesmo sustentabilidade à vista. Do lado do investimento – cruzando com dados anteriores – identificamos alguma prudência. Há sinais de reforço, mas a aposta na produtividade parece mais evidente. Os dados dizem que, apesar de algum pessimismo dominante na opinião pública, o ano de 2021 foi afinal de bons resultados, já que uma boa parte das empresas dá testemunho de objectivos cumpridos ou ultrapassados. Parece um paradoxo, mas isto explica-se provavelmente pelo facto de alguns sectores terem sido menos afectados pela crise. Rentabilidade e competitividade estão no topo das preocupações. Experiência do cliente e internacionalização vêm a seguir. Vale a pena sublinhar que clientes e internacionalização é que conduzem a rentabilidade e competitividade – e não o contrário – pelo que pode ser necessária alguma reflexão neste tema. Finalmente, uma nota para a cibersegurança, ainda mal percepcionada, para lá da técnica e dos sistemas de informação. Ou já está na agenda da gestão de topo das organizações, e já está a ser tratada com elevado cuidado estratégico, ou muito há ainda a fazer, para ficar na agenda de cada agente que “faz acontecer” uma organização, ou seja, todos os colaboradores! Reencontra-se ambição e optimismo para perseguir oportunidades com espírito de desenvolvimento, mas o caminho deve ser mais omnisciente e sustentável, com visão e futuro, mas cuidando de cada detalhe.

Testemunho publicado na edição de Fevereiro (nº. 191) da Executive Digest, no âmbito da XXII edição do seu Barómetro.



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