XXI Barómetro Executive Digest: Rui Lopes Ferreira, Super Bock Group

A análise de Rui Lopes Ferreira, CEO do Super Bock Group

Retoma e recuperação são duas das palavras que mais temos ouvido ao longo deste ano e serão também, talvez, os termos mais adequados para caracterizar o contexto em que se encontra a grande maioria das empresas e sectores de actividade. De forma cautelosa, os empresários estão esperançosos, mas conscientes de que este é um caminho longo que terá de ser percorrido até se atingir novamente os volumes de negócio pré-pandémicos, tal como revelam os inquiridos. Este não foi, portanto, um ano de normalidade tal como a conhecíamos, algo que já prevíamos no final de 2020 e que manteve pressão na economia nacional, embora com algum optimismo associado a um verão de fronteiras abertas, turismo activo e diminuição de restrições como resultado de um processo de vacinação exaustivo. Este optimismo está patente na dinâmica de investimento empresarial já revelada em 2021. Mas o certo é que a ameaça pandémica persiste, assim como os seus impactos. Um deles, a incerteza quanto ao surgimento de novas variantes – e com elas novas restrições. Não obstante é curioso verificar que este barómetro identifica a evolução da dívida pública como a mais significativa ameaça à economia portuguesa, ou seja, o mundo empresarial vai fazendo o seu caminho para superar o contexto do último ano e meio, esperando que ao nível do Estado haja capacidade de manter a disciplina e o controlo necessários para não deitar tudo a perder.

Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 189) da Executive Digest, no âmbito da XXI edição do seu Barómetro.



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