XXI Barómetro Executive Digest: Daniel Traça, Nova SBE

A análise de Daniel Traça, Dean da Nova SBE

O barómetro de Dezembro capta uma situação paradoxal da economia portuguesa e dos seus actores empresariais. Por um lado, uma recuperação forte no ano corrente com crescimento de volumes de negócio superiores a 10% para um terço dos participantes e mais de metade não tendo sido afectado ou tendo recuperado mais do 80% relativamente ao período antes da pandemia. Por outro lado, algum pessimismo para 2022. Quase 90% dos participantes considera que a economia crescerá em 2022 abaixo dos 5%, em contraponto às mais recentes estimativas do Banco de Portugal de 5,6%, apontando como principais preocupações não só a evolução da pandemia e as perturbações nas cadeias de abastecimento e nos custos da energia, mas sobretudo ao aumento significativo da dívida pública. Num contexto de aumento da inflação e da possibilidade de alteração da política acomodatícia do BCE, a tensão parece assim aumentar. Para responder a estes desafios e repor a competitividade, as principais alavancas a nível micro continuam a ser a aposta na digitalização, a inovação e a atracção e retenção da talento, e a nível macro, a flexibilidade laboral e a fiscalidade. O diagnóstico sobre ao desafios da competitividade do país e as alavancas de solução parece claro. Passemos à acção.

Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 189) da Executive Digest, no âmbito da XXI edição do seu Barómetro.



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