XX Barómetro Executive Digest: Nuno Pinto Magalhães, Sociedade Central de Cervejas e Bebidas

A análise de Nuno Pinto Magalhães, Chairman da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas

Executive Digest
Novembro 24, 2021
10:20

A análise de Nuno Pinto Magalhães, Chairman da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas

Há três grandes temas: a) Expectativas da performance e das intenções de negócio para o último trimestre do ano corrente; b) A pandemia e os seus efeitos; c) Ameaças e oportunidades conjunturais. Concluo o seguinte: Quanto ao tema A verifica-se que existe um certo optimismo de crescimento e de favorabilidade para o último trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2020. Assim, só 3% referem que não haverá crescimento vs 56% que afirmam que acontecerá até 10%. Também se perspectiva uma manutenção de investimento para este período (49%) ou mesmo um aumento (40%), sendo de notar que só 5% prevêem uma diminuição. Nota: só faz sentido referir percentual se se disser de quanto %. No que respeita às intervenções internas que melhor se aplicam a cada organização, nesta última fase do ano, as preferências (44%) apontam para a Inovação – investir em novos conceitos/produtos, e os restantes (36%) para Pessoas – qualificar os Recursos Humanos e as suas unidades produtivas. Quanto ao tema B constata-se que os planos de desenvolvimento de negócios pós-COVID já estão feitos ou em vias de implementação (64%) ou encontram-se em preparação (18%). Serão planos baseados na realidade em que vivemos e fruto do que aprendemos, embora também planos muito flexíveis, considerando que este caminho ainda não chegou ao fim. Confirma-se que a tecnologia foi determinante a ajudar as empresas a adaptarem-se e a superarem a pandemia, mantendo a força de trabalho conectada (85%), tendo ainda impulsionado o desenvolvimento de novos produtos e serviços, a segunda mais percepcionada (31%). Quanto ao tema C, com três questões: risco de interrupção de fornecimento de matérias primas – 53% tem receio que tal possa acontecer, sendo que já se está a verificar um aumento de preço das matérias-primas e utilities, decorrente da disponibilidade da oferta face à procura, que se irá reflectir nos preços finais ao consumidor. Limitação das exportações – 29% considera ser uma possibilidade, ficando a maioria do lado do que parece ser a realidade, e que segundo os dados da AICEP, as exportações cresceram 9,5% no primeiro semestre do ano e a tendência continuou positiva no terceiro, e com níveis já superiores aos anteriores à pandemia. Nível de confiança das medidas existentes de apoio para combater a crise – 67% estão pouco ou nada confiantes, mas a dimensão deste apoio ao abrigo do PRR, e sem entrar na discussão das quotas público/privado, vai impactar a nossa economia nos próximos anos.

Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.

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