XX Barómetro Executive Digest: José Miguel Leonardo, Randstad

A análise de José Miguel Leonardo, CEO da Randstad

Depois de quase dois anos de grande incerteza e em que a contenção e as previsões em baixa eram a regra, o mercado parece estar agora mais confiante e disposto a arriscar. O desenvolvimento de novos conceitos e produtos assume a liderança na gestão interna das organizações para o fecho deste ano, reconhecendo que apesar dos layoffs e do encerramento de alguns negócios, há espaço para crescer e há consumidores prontos a investir e com vontade de o fazer. Os dados confirmam isso mesmo, de 1 de Julho a 15 de Setembro, o consumo em Portugal recuperou face a 2020, tendo inclusive apresentado valores de 2019, aquando de um cenário pré-COVID (dados da SIBS em parceria com o Turismo de Portugal). E se este é um primeiro sinal animador, não resisto em destacar o segundo lugar deste barómetro como algo ainda mais positivo: a qualificação dos recursos humanos. Uma decisão estratégica fundamental que coloca as pessoas no centro da equação e que, embora não surpreenda, peca por tardia. São hoje muitos os sectores que enfrentam a escassez de pessoas e a desadequação de competências, procurando formar e requalificar sob pena de perder competitividade. É urgente fazer este forecast de competências, acelerar programas e identificar dentro e fora da organização estratégias para que as pessoas sejam o factor diferenciador e não um custo, desactualizado e obsoleto face às necessidades. Planear para não deixar tudo ao sabor de um mercado de oferta e procura, em que se exige a quem recruta o que não existe ou não está disponível. Uma estratégia de competências é parte integrante de uma estratégia de recuperação, sem euforia, mas com a ambição de sermos ainda melhores. de uma estratégia de negócios e é a única forma de recuperarmos.

Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.



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