XX Barómetro Executive Digest: João Paulo Velez, Santander Portugal

A análise de João Paulo Velez, Diretor de Comunicação e Marketing Corporativo do Santander Portugal

Os empresários portugueses mantêm o tom positivo. Só um número ínfimo (2,56%) acha que o seu volume de negócios se vai manter constante. Os restantes acreditam no crescimento e a grande maioria (56,4%) a estimar que esse aumento vai ser de até 10%. Apesar deste estado de espírito, a perspectiva para o investimento para os últimos três meses do ano já é mais conservadora: a maioria (48,7%) diz que vai manter os valores do final de 2020 enquanto 25,6% admitem apenas um crescimento inferior a 10%. No último trimestre, os empresários vão concentrar-se prioritariamente em investir em novos conceitos ou produtos (43,6%), outra parte vão focar-se na qualificação dos recursos humanos e das suas unidades produtivas (35,9%) ou apostar sobretudo em aumentar a visibilidade da empresa (25,6%). De uma forma sintética uma grande maioria (61,5%) define a actual fase como tendo um plano de negócios pós-COVID bem desenvolvido e que está a ser executado. Para a esmagadora maioria (84,6%) a tecnologia ajudou sobretudo a manter os trabalhadores conectados enquanto para 30,8% foi importante para impulsionar novos produtos e serviços. Só 12% dos empresários afirmam não temer a interrupção do fornecimento de matérias-primas enquanto a maioria considera que as exportações se encontram pouco ou nada limitadas. Finalmente, num ponto muito em linha com barómetros anteriores, mantém-se a pouca confiança nas medidas oficiais de apoio existentes. Ou sejam, sem as rejeitarem, parecem sobretudo contar com a suas próprias forças.

Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.



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