A análise de Ana Isabel Trigo Morais, CEO / Administradora Delegada da Sociedade Ponto Verde
A inovação, a tecnologia e a questão, crítica, do fornecimento de matérias-primas são as áreas que gostaria de destacar nestes resultados deste barómetro. É relevante que quase 45% dos inquiridos considere prioritário, em termos de gestão, investir em novos conceitos/produtos neste último trimestre do ano. A inovação é um factor distintivo em qualquer actividade e que tem vindo a ser aplicada de forma intensa na área da economia circular, em especial na reciclagem, por exemplo. Destaque também para a “força” da tecnologia num contexto de teletrabalho e de pandemia, com cerca de 85% a destacar que ajudou a manter a “força de trabalho mais conectada” e quase 31% a afirmar que impulsionou o desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços. Sobre a questão das matérias-primas, a opinião reflecte um dos grandes receios dos nossos dias. Mais de 50% diz ter muito receio ou receio quanto a uma possível interrupção no fornecimento das matérias-primas. Há muitas indústrias, incluindo em Portugal, que já tiveram de ajustar o funcionamento à disponibilidade de matérias-primas e esta situação poderá prolongar-se no tempo. Não é uma realidade nova no sector onde a SPV actua, o da reciclagem de embalagens. Tendo em conta a emergência da neutralidade carbónica e a necessidade de consumir menos recursos do planeta, o caminho, não só para as empresas, mas também para os consumidores, é focarem-se cada vez mais na circularidade, que implica uma forte valorização de matérias-primas secundárias, incluindo as que resultam da reciclagem.
Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.














