A análise de Manuel Lopes da Costa, Country Managing Partner da BearingPoint
A primeira constatação é que todos prevêem crescer. No entanto a grande maioria só prevê crescer até 10% o que não deixa de ser preocupante face ao volume de negócios perdido durante 2020. Provavelmente também não ajuda que a maioria das intenções de investimento sejam de “manter”, muito provavelmente devido às dificuldades de tesouraria actuais de muitas das empresas. Um maior investimento permitiria obter resultados mais expressivos. É de enaltecer o facto de a grande maioria ter um plano de negócios e sobretudo ter já começado a implementar o mesmo bem como não é surpreende que praticamente todos identificam a tecnologia como principal aliado para ultrapassar os desafios da pandemia. No entanto é igualmente de realçar, mas pela negativa, o facto da maioria estar pouco ou nada confiante nas medidas de apoio à crise que têm sido tão mencionadas pelo Primeiro Ministro ultimamente. Das duas uma, ou falta a divulgação de como todos poderão beneficiar das mesmas ou existe entre os empresários um sentimento que as mesmas só iram beneficiar a alguns. Esperemos que seja tudo uma falta de comunicação.
Testemunho publicado na edição de Outubro (nº. 187) da Executive Digest, no âmbito da XX edição do seu Barómetro.














